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10 de setembro de 2009

Secretaria da Saúde prepara 2ª etapa de vacinação contra a pólio



Este ano, 312.224 crianças foram imunizadas contra a poliomielite, durante a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Pólio, que aconteceu em junho. O Estado superou a meta, que era vacinar 95% das crianças menores de 5 anos de idade, imunizando 98,59% da população-alvo. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é que, no próximo dia 19, o ‘Dia D’ da segunda etapa da vacinação, novamente essas crianças recebam o reforço da vacina contra a paralisia infantil. Para isso, serão disponibilizados 2.106 postos de vacinação fixos e volantes espalhados em todos os 223 municípios do Estado.

Este é o 29º ano da campanha nacional e o 20º sem a doença no país. Os imunizantes já foram distribuídos nas 12 Gerências Regionais de Saúde, que repassaram aos municípios, desde o mês de agosto, quando deveria ter sido realizada esta segunda etapa da vacinação. O adiamento aconteceu por causa da sobrecarga dos serviços de saúde básica em alguns Estados, provocada pela pandemia de gripe A. “As crianças que se vacinaram em agosto, quando alguns municípios anteciparam a vacinação, deverão ser imunizadas novamente no dia 19, para que a barreira de proteção contra o vírus da poliomielite seja criada”, alertou o coordenador de Imunização da SES, Walter Albuquerque.

Na primeira etapa realizada em junho deste ano, segundo dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), foram vacinadas 312.224 das 316.674 crianças menores de 5 anos, atingido, dessa forma uma cobertura de 98,59% da população-alvo. Nesta segunda etapa, 4.210 profissionais de saúde irão trabalhar em 1.520 postos fixos e 586 postos volantes.

No Arlinda Marques – A abertura oficial da segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Pólio, no Estado, está marcada para as 08h30 no pátio do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, em Jaguaribe, na Capital. O evento deverá contar com as presenças do governador José Maranhão; do secretário da Saúde, José Maria de França e outras autoridades. Na oportunidade, será oferecido um café da manhã às crianças, com a distribuição de camisetas alusivas à campanha e a apresentação de grupos teatrais e bandas de música. As crianças também irão se divertir nos brinquedos que serão instalados no local.

O coordenador de Imunização da SES, explicou que além da pólio, os profissionais de saúde estão orientados a atualizar o cartão de vacinação das crianças, aplicando outros imunizantes constantes no calendário vacinal básico, a exemplo da Tríplice Viral (que previne o sarampo, a rubéola e a caxumba) e a Tetra (contra a difteria, coqueluche e tétano).  Ele faz um alerta para que os pais não deixem de levar o cartão de vacina.

Walter Albuquerque disse que visitou todas as 12 Regionais de Saúde do Estado e falou para secretários de saúde e profissionais da atenção básica sobre o plano operacional de trabalho que será desenvolvido nesta segunda etapa da campanha. Os vacinadores que vão trabalhar na campanha na zona rural como também os que foram escalados para o dia ‘D’ foram capacitados.  “Cada município tem a sua estratégia de atuação durante esta campanha para não deixar que nenhuma criança fique sem tomar as vacinas e o Estado tem o papel de fortalecer ainda mais esse trabalho”, disse.

Vacina em crianças gripadas – Ele ressaltou que todas as crianças menores de 5 anos devem ser vacinadas, mesmo aquelas que apresentem tosse, gripe, coriza, diarréias leves, rinites, asmas. Crianças desnutridas, com doenças crônicas do coração, paralisia cerebral e síndrome de Dawn também devem ser vacinadas. A maior parte dos indivíduos infectados com o vírus da poliomielite não apresenta paralisia, mas apenas sintomas leves, como infecção localizada na garganta ou intestino.

A poliomielite ou paralisia infantil é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, que pode provocar sequelas permanentes ou levar à morte. O único reservatório da poliomielite é o homem. O vírus se instala e se multiplica no tubo digestivo e pode apresentar viremia, com invasão do sistema nervoso central e ataque às células motoras. Acomete em geral os membros inferiores.

Única proteção – O coordenador de Imunização da SES, explica que não existe tratamento específico ou medicamento eficaz contra o vírus da poliomielite. Portanto, a única medida para controlar a doença é a vacinação das crianças menores de 5 anos, pois é neste grupo de idade que acontece o maior número de casos de paralisia. Além disso, de acordo com ele, torna-se necessário manter a vacinação de rotina e uma alta cobertura vacinal de forma homogênea.
 
Assessoria de Imprensa da SES-PB, com fotos de Marcos Russo