Fale Conosco

19 de maio de 2009

Secretaria da Saúde faz seminário sobre paralisias flácidas agudas e poliomielite



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza, das 8h às 18h desta quarta-feira (20), o II Seminário de Atualização em Vigilância Epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas (PFA) e da Poliomielite. O objetivo do evento é alertar os profissionais de saúde sobre a importância de diagnosticar as PFAs precocemente, afastando a suspeita da poliomielite, que teve o último registro do Brasil em Sousa, em 1989. Um simples exame de fezes, feito até o 14º dia depois do início do déficit motor, pode garantir o descarte laboratorial de casos suspeitos de pólio.

Os sintomas das PFAs e da poliomielite são semelhantes. Por isso, a gerente do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES, Taciana Mendonça Maia Wanderley, disse que o trabalho da SES junto aos órgãos de Vigilância em Saúde é constante, orientando sobre o diagnóstico das paralisias, notificando, cobrando investigação dos casos e a coleta oportuna do exame.

“Esse exame é coletado pelos profissionais de saúde dos municípios e enviado ao Lacen. Só podemos ter certeza que esse vírus não circula mais com esse monitoramento constante. Todos os municípios precisam informar semanalmente sobre casos de paralisia flácida aguda, mesmo que a notificação seja negativa. Os ‘municípios silenciosos’ são vistos com preocupação e investigados”, afirmou.

Segundo a técnica responsável pelo seminário, Arlete Duarte Gonçalves Mayer, para assegurar que a poliomielite não seja reintroduzida no País, os Estados precisam ter acima de 95% da cobertura vacinal contra a pólio e fazer o monitoramento constante das PFAs. No ano passado, a SES notificou 11 casos de paralisias flácidas agudas no Estado. Este ano, já foram notificados seis casos da doença. “Apesar dos esforços, ainda há subnotificação de casos e é isso que estamos combatendo. Só podemos ter certeza de que a pólio não atingirá mais nossas crianças com essa vigilância constante”, afirmou.

A Paraíba registrou o último caso de poliomielite em 1989, na cidade de Sousa. A América foi considerada livre da poliomielite em 1994. Nesse mesmo ano, o Brasil recebeu da Comissão Internacional a Certificação da Erradicação de Poliomielite,  que considera o País ‘livre de pólio’.

Andréa Batista, da Secretaria de Saúde