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22 de fevereiro de 2017

Secretaria da Saúde divulga novo boletim da dengue, zika e chikungunya



A Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) divulgou mais um boletim da dengue, zika e chikungunya. De acordo com os dados, de 3 de janeiro a  3 de fevereiro de 2017 (5ª semana epidemiológica de início de sintomas), foram notificados 95 casos prováveis de dengue na Paraíba. Em 2016, no mesmo período, foram registrados 6.807 casos suspeitos.

“É importante destacar que, dos 223 municípios, 29 registraram a ocorrência de casos suspeitos de dengue este ano. Precisamos ressaltar que a sinalização de casos suspeitos é uma forma de manter os profissionais de saúde em alerta para o agravo, contribuindo para desencadear ações de assistência à saúde, vigilância epidemiológica e ambiental”, observou a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica da SES-PB, Izabel Sarmento.

Chikungunya – Quanto às notificações de suspeita de chikungunya, no período de 3 de janeiro a 3 de fevereiro de 2016, foram registrados 31 casos suspeitos. No mesmo período em 2016 foram registrados 72 casos suspeitos, o que representa uma redução de 132%.

Zika Vírus – De acordo com o boletim, foram registrados quatro casos notificados com suspeita de Zika Vírus. Atualmente, na Paraíba existem três unidades Sentinelas do Zika vírus implantadas para identificação da circulação viral nos municípios de Bayeux, Campina Grande e Monteiro, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

“Destaca-se que a Doença Aguda pelo Zika Vírus foi inserida na Lista de Doenças de Notificação Compulsória a partir da Portaria Nº 204, 17 de fevereiro de 2016, o que justifica o pico de notificações no mês de fevereiro”, explicou Izabel.

Óbitos – Até a 5ª Semana Epidemiológica foram notificados dois óbitos com suspeita de causa de arboviroses (dengue – um caso em Bayeux e outro em João Pessoa). Os óbitos com suspeita devem ser informados imediatamente, ou seja, no período de 24 horas, conforme Portaria 204 de 17 de Fevereiro de 2016.

Para esclarecimento da causa morte e identificação do perfil dos óbitos, se faz necessário realizar as investigações no âmbito ambulatorial, domiciliar e hospitalar, utilizando o Protocolo de Investigação de Óbitos por Arbovírus Urbanos no Brasil (Dengue, Chikungunya e Zika), instituído pelo Ministério da Saúde no dia 13 de junho de 2016. Caberão às secretarias municipais a investigação dos óbitos e às Gerências Regionais de Saúde e Núcleo das Doenças Transmissíveis Agudas da SES o apoio técnico da análise e discussão dos casos.

“Diante da situação de óbitos recomenda-se aos Serviços de Saúde intensificar as orientações sobre sinais e sintomas de dengue, chikungunya e zika à população, e em caso de adoecimento o usuário deverá procurar imediatamente a Estratégia de Saúde da Família – ESF ou serviço de saúde mais próximo. Destaca-se que a estratégia mais efetiva para evitar os óbitos é a detecção precoce dos casos suspeitos e condução do manejo clínico adequado do paciente, de acordo com o agravo”, orientou Izabel.

Situação Laboratorial de Dengue e Chikungunya – Na Paraíba, no dia 6 de fevereiro de 2017, foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) 68 amostras de sorologia para dengue (9 reagentes, 57 não reagentes e 2 indeterminadas). Já para testagem de sorologia para chikungunya, foram encaminhadas 50 amostras (7 reagentes, 37 não reagentes e 6 indeterminadas).

Com o objetivo de identificar o tipo de vírus circulante no Estado, a vigilância epidemiológica orienta aos municípios o envio de amostras de isolamento viral para monitoramento das ações de combate ao Aedes.

LIRAa – Para 2017, estão previstos a realização de quatro LIRAa (Levantamento de Índices Rápido do Aedes aegypti) e LIA (Levantamento de Índices Amostral do Aedes aegypti), para avaliar os níveis de infestação predial do vetor. “Este instrumento tem como objetivo nortear as medidas de ações de controle, além de ser uma atividade de comunicação e mobilização por meio da ampla divulgação dos resultados na mídia. As socializações dos resultados têm importante destaque para a obtenção de apoio na execução das ações de enfrentamento do problema por parte das secretarias municipais e a adesão da população e de setores externos ao âmbito da saúde.

Dos 223 municípios paraibanos, até o dia 13 de fevereiro de 2017, 73 (32,7%) apresentaram os seus resultados. De acordo com esses dados, 30 municípios apresentaram índices que demonstram situação de risco para ocorrência de surto, outros 30encontram-se em situação de alerta e 13 municípios em situação satisfatória – destes, quatro apresentaram índice zero.

Izabel ressaltou que programar ações efetivas para a redução dos Índices de Infestação Predial deve se tornar, de fato, uma preocupação constante, diária e intensa para os gestores municipais. “A Secretaria de Estado da Saúde recomenda intensificar orientações sobre como evitar usar pratos nos vasos de plantas, guardar garrafas com o gargalo virado para baixo, manter lixeiras tampadas, ralos fechados e desentupidos, evitar acumular entulhos, entre outros”, pontuou.

Ações – Entre as atividades programadas para o combate ao Aedes em 2017 está a qualificação de 350 homens do Exército, em dezembro 2016, como apoiadores das ações de combate ao vetor; início das ações de intervenção do carro fumacê em nove municípios (Mamanguape, Rio Tinto, Aroeiras, Santa Cecília, Soledade, Taperoá, Alagoa Grande, Esperança, Queimadas), conforme critérios elencados na Nota Técnica 01/2016/GEVS; realização do Manejo Clínico das Arboviroses.

Arboviroses – São as doenças transmitidas ao homem por picadas de mosquitos – causadas pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, zika e chikungunya (nestes casos, pelo mosquito Aedes aegyptiinfectado, um dos principais transmissores de arboviroses da atualidade).