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27 de julho de 2009

Secretaria da Saúde constata existência de novos pacientes com Gripe A



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) anunciou, nesta segunda-feira (27) que o exame laboratorial de um paciente do município de Tavares deu positivo para o vírus H1N1. Com essa confirmação, sobe para sete o número de casos confirmados da nova gripe no Estado. Outros dois estão sendo investigados e, desde o surgimento da nova gripe, 18 foram descartados.

A SES esclareceu que ainda não há evidência da circulação do vírus na Paraíba e que a orientação continua sendo priorizar a assistência ao paciente com doença respiratória grave, que pode estar infectado por qualquer vírus. De 2005 até o dia último dia 20 de julho, a SES registrou 1.642 óbitos por influenza (gripe comum), no Estado.

“Os casos confirmados na Paraíba são de pessoas que tiveram contato com pacientes infectados de outros Estados. Atualmente, não temos registros de transmissão autóctone (de pessoa para pessoa, dentro do território paraibano) do H1N1, mas, conforme a OMS, deveremos sim confirmar outros casos, no futuro. Não há evidência de que o vírus H1N1 seja mais letal do que o vírus da gripe comum.

Qualquer um pode matar, se o paciente tiver fator de risco para complicações. Por isso, lembramos que o paciente gripado deve procurar seu médico ou o serviço de saúde mais próximo para que seja avaliado”, afirmou Diana Pinto, Gerente de Resposta Rápida da SES.

O último caso confirmado é do pedreiro de 25 anos, morador do município de Tavares, que apresentou síndrome síndrome gripal (febre, tosse, calafrio, conjuntivite e cefaléia) no dia 15. A doença evolui para uma  pneumonia e o pedreiro foi internado no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), tendo alta poucos dias depois.

No último final de semana também foi confirmada a doença em um estudante de 31 anos, morador de João Pessoa, que está na UTI do Hospital Universitário Lauro Wanderley. Ele foi infectado durante um congresso da UNE, em Brasília. “Este paciente tem uma doença respiratória grave, conhecida como ‘peito de pombo’ e chegou a ficar dois meses em uma UTI, em outra ocasião”, ressaltou Diana Pinto.

Foram descartados os casos suspeitos de uma analista judiciária de 39 anos, moradora de João Pessoa; uma dona-de-casa carioca de 24 anos, que está visitando a família em Campina Grande e de um agricultor de 31 anos, morador de Bonito de Santa Fé.

Estão sendo investigados outros dois: um surfista de 31 anos, morador de João Pessoa, que esteve no Rio de Janeiro, e uma estudante de 18, também de João Pessoa, que esteve em Brasília. Ele tem uma imunodepressão e ela tem asma. Os dois estão internados no HULW, na Capital.
 

Assessoria de Imprensa da SES-PB