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5 de setembro de 2013

Secretaria da Saúde confirma três casos de sarampo este ano na Paraíba



De janeiro até agosto, apenas três casos de sarampo foram confirmados na Paraíba, todos no município de João Pessoa. No período, foram registrados 112 casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), distribuídos em 12 municípios: Araçagi (2), Bayeux (4), Boa Vista (1), Cabedelo (1), Campina Grande (1), Itapororoca (1), João Pessoa (96), Lucena (1). Manaíra (1), Pilões (2), Solânea (1) e Sousa (1).

Sobre o indicador de investigação oportuna dos casos notificados de sarampo no Sinan, 63 casos (56,25%) foram investigados no tempo oportuno e 49 (43,75%) tiveram a investigação inoportuna para o desenvolvimento das ações. Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Talita Tavares, a secretaria alerta todos os municípios sobre a necessidade da investigação em até 48 horas com o objetivo de adotar as medidas de controle. “Entre as medidas de controle enfatiza-se a realização do bloqueio vacinal, que no momento da avaliação do Sinan os municípios de João Pessoa, Araçagi e Boa Vista informaram que não realizaram, sendo considerada a principal medida de controle da doença”, disse Talita.

 Outro indicador de monitoramento do sarampo é o encerramento oportuno dos casos inseridos no Sinan no prazo de 60 dias. Até o dia 31 de agosto, dos 112 casos notificados 78 casos (68,64%) foram encerrados dentro do prazo estabelecido pelo Ministério da Saúde, sendo: 73 casos em João Pessoa, um em Itapororoca, um em Araçagi, um em Boa Vista, um em Cabedelo e um em Bayeux. Dos demais casos notificados, 15,17% ultrapassaram o prazo de encerramento oportuno ou ainda se encontram inconclusivos (Bayeux e João Pessoa) e 17 casos (15,17%) estão em investigação. “Um dos motivos para o encerramento inoportuno de alguns casos do município de João Pessoa e Bayeux foi o aguardo de resultados laboratoriais da Fiocruz”, explicou a gerente.

 Talita também explicou que diante da existência de surtos em acompanhamento nos estados de Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina e dos eventos de massa ocorridos recentemente no Brasil, a Gerência de Vigilância em Saúde (GEVS) mantém a recomendação às Secretarias Municipais de Saúde que continuem em situação de alerta para captação oportuna de casos suspeitas de sarampo, bem como o desencadeamento de ações como:

A doença – Sarampo é uma doença altamente transmissível que pode evoluir com gravidade e causar complicações, como pneumonia e encefalite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. “O vírus pode ser transmitido de quatro a seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das erupções cutâneas, sendo o período de maior transmissibilidade dois dias antes e dois dias após o início das erupções. Desta forma, a vacina tríplice viral é a única medida de prevenção eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba”, explicou Talita Tavares.

 No atual cenário de eliminação da doença no país, o Ministério da Saúde recomenda sistematicamente que se assegure a atualização da situação vacinal, de acordo com o calendário nacional de vacinação e que se mantenha a realização de ações integradas entre os profissionais da saúde, da educação e do turismo. Todo paciente que, independente da idade e da situação vacinal apresentar febre e erupções cutâneas, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior é tido como caso suspeito de sarampo, devendo procurar o atendimento médico o quanto antes.

No Brasil, entre janeiro e julho, foram confirmados 73 casos de sarampo nos estados de São Paulo (5), Minas Gerais (2), Pernambuco (62), Santa Catarina (1) e Paraíba (3).