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11 de setembro de 2013

Saúde treina servidores para operar o Sistema de Informação do Câncer



A Secretaria da Saúde do Estado da Paraíba, através da Área Técnica da Saúde da Mulher e da 3ª Gerência Regional de Saúde, promove na terça-feira (17), em Campina Grande, mais uma oficina de treinamento sobre o novo Sistema de Informação do Câncer (Siscan). O treinamento será destinado a servidores da área de saúde dos municípios da 2ª macrorregião de saúde e prestadores de serviço da rede SUS que não participaram das primeiras oficinas.

O novo Siscan é uma versão em plataforma web que integra, em uma única base de dados, os sistemas de informação atualmente utilizados – Sistema de Informação do Controle do Colo do Útero (Siscolo) e Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (Sismama). Ele está integrado ao Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES) e ao Cadastro Nacional de Usuários do SUS (Cadweb), permitindo a identificação dos usuários pelo número do cartão SUS.

O Siscan começará a funcionar em 1º de outubro. “Atualmente o sistema já está disponível, porém muitos municípios do Estado ainda não solicitaram o acesso. Orientamos que estes municípios solicitem o acesso até o dia 30 deste mês, que é o prazo final para funcionamento dos antigos Siscolo e Sismama”, disse a psicóloga e coordenadora do Colegiado Saúde da Mulher da SES, Charlene Pereira.

O sistema tem por objetivo fortalecer o controle e a prevenção destes cânceres, gerando dados que subsidiem o monitoramento e a avaliação. Por meio dos relatórios, o gestor pode conhecer a distribuição dos exames de colo do útero e de mama para organizar o acesso à rede de serviços, contribuindo para a estruturação das redes de assistência à saúde e otimizando a utilização dos recursos.

Também é possível acompanhar o tempo de investigação diagnóstica, ou seja, o tempo entre um resultado alterado, que necessita de investigação, e a realização do exame de confirmação/investigação diagnóstica. O Siscan permite verificar o percentual de exames de rastreamento na faixa etária alvo, ou seja, avaliar se os exames estão sendo realizados de acordo com as recomendações dos protocolos de saúde e gerenciar o seguimento, acompanhando as mulheres diagnosticadas com lesões de alto grau.

O Siscan disponibiliza, em tempo real, as informações inseridas no sistema pela internet. O sistema tem como diferencial o módulo de gerenciamento do tempo entre o diagnóstico confirmado e o tratamento, possibilitando acompanhar o acesso ao tratamento no tempo esperado e o cumprimento da Lei 12.732 que dispõe sobre o primeiro tratamento de paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo para seu início.

As unidades de saúde que possuem acesso à internet poderão usar o sistema para solicitar exames, visualizar laudos e cadastrar informações no módulo seguimento. Todos os perfis previstos pelo Ministério da Saúde para acessar e fazer uso do Sistema, que são as Coordenações Estaduais, Municipais, Prestadores de Serviços e Unidades de Saúde, poderão ter acesso ao módulo de gerenciamento do tempo entre o diagnóstico confirmado e o tratamento para fazer o monitoramento dos seus pacientes que estão em fila de espera para o tratamento e quando este inicia o tratamento”, disse Charlene Pereira.