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25 de julho de 2011

Saúde treina pessoal que atua em presídios para diagnosticar HIV e hepatites virais



O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), vai realizar nestas quinta-feira  (28) e sexta-feira (29) treinamento para qualificar os profissionais de saúde que atuam nos presídios da Paraíba na execução de testes para diagnóstico do HIV-Aids e hepatites virais.

O treinamento, que faz parte das ações alusivas ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, acontecerá no Complexo Hospitalar Clementino Fraga, que é o hospital de referência para o diagnóstico de tratamento dessas doenças.

No restante do Estado, a programação ficará a cargo das Gerências Regionais de Saúde, em parceria com os municípios. Para a realização das ações, a SES vai disponibilizar material informativo sobre a doença.

A gerente operacional das DST-Aids e Hepatites Virais, Ivoneide Lucena Pereira, explicou que a decisão em realizar essa capacitação surgiu após a realização de uma ação na penitenciária feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa, por meio da qual se constatou que das 180  detentas onze apresentaram diagnóstico para hepatites B e C e três para a Aids.

Novo exame –A partir de agosto, o Hospital Clementino Fraga estará realizando a biópsia hepática, um procedimento para avaliar a qualidade do fígado. Esse tipo de exame poderá ser solicitado pelos médicos dos serviços de saúde que encaminharão o paciente para o Clementino, que é o hospital de referência. O exame será feito por um médico especializado contratado pelo Governo do Estado.

Qualquer pessoa até os 29 anos de idade pode tomar a vacina contra a Hepatite B, que é gratuita e está disponível nos serviços de saúde. As hepatites B e C são infecções do fígado causado por vírus. Essas duas doenças são transmitidas pelo sangue, sendo que a hepatite B é uma doença sexualmente transmissível e muito fácil de pegar.

Sintomas e indicações - Nem sempre os sintomas das hepatites B e C aparecem, e os primeiros, quando aparecem, manifestam-se por meio de cansaço, tontura, enjôo, febre, dor na região do fígado, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.  “Mulheres grávidas podem passar o vírus da hepatite B para o bebê. Portanto, o recém-nascido deve ser vacinado nas primeiras doze horas após o nascimento. Só com exames de sangue bem detalhados é possível saber se a pessoa está ou não com hepatite”, disse a gerente.

As hepatites B e C podem ficar graves e evoluir para cirrose e câncer de fígado. Existe tratamento indicado em alguns casos. Para a hepatite B tem vacina, e para ficar protegido é preciso tomar três doses. Já para a Hepatite C não existe vacina. Ainda como forma de prevenção as pessoas não devem compartilhar agulhas e seringas. Além disso, devem sempre usar camisinhas nas relações sexuais. Deve-se exigir material esterilizado ou descartável em serviços de saúde, salões de beleza, de tatuagem ou de colocação de piercing.

A hepatite A é uma doença infecciosa aguda que produz inflamação e necrose do fígado. A transmissão do vírus é fecal-oral, através da ingestão de água e alimentos contaminados, ou diretamente de uma pessoa para outra. Uma pessoa infectada com o vírus pode ou não desenvolver a doença.

A hepatite A ocorre em todos os países do mundo, inclusive nos mais desenvolvidos. É mais comum onde a infra-estrutura de saneamento básico é inadequada ou inexistente. O ser humano é o único hospedeiro natural do vírus da hepatite A. A principal forma de transmissão do vírus é de uma pessoa para outra. A transmissão é comum entre crianças que ainda não tenham aprendido noções de higiene, entre os que residem em mesmo domicílio, ou seja, parceiros sexuais de pessoas infectadas.