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13 de maio de 2009

Saúde transfere bebê cardiopata para cirurgia no Incor de Natal



A Secretaria Estadual de Saúde (SES) viabilizou, no final da tarde desta quinta-feira (13), a transferência e cirurgia de um bebê cardiopata que nasceu na Maternidade Frei Damião, no sábado (9). A Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC) informou que não havia vagas em hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS) e o secretário José Maria de França autorizou a contratação imediata de um hospital e determinou o custeio das despesas do acompanhante.

Kauanne Gabrielle Lopes de Souza foi encaminhada para o Instituto do Coração (Incor), em Natal-RN, onde deve passar pelo procedimento cirúrgico para corrigir uma cardiopatia congênita, diagnosticada como ‘estenose da artéria pulmonar’.
 
Prioridade – José Maria de França afirmou que as cirurgias de bebês cardiopatas aptos ao procedimento são uma prioridade da gestão e a determinação é que os casos sejam encaminhados tão logo surjam. “Conseguimos a vaga em um hospital de Natal, pertinho de nós, e nossa equipe já está entrando em contato com a direção da unidade para que ela possa receber outras crianças paraibanas que precisem do procedimento, para evitar que se perca tempo batendo de porta em porta, em busca de vagas”, disse.
 
A cardiopatia do bebê foi diagnosticada na segunda-feira (11), depois de um ecocardiograma. A maternidade entrou em contato com as centrais reguladoras nacional e do Estado, constatando a ausência de vagas.
O transporte – Antes de fechar o contrato com o Incor de Natal, a SES recorreu a outros hospitais privados do País, que também não puderam receber a criança. “Conseguimos achar vaga no Incor de Natal e foi muito bom, porque, pela proximidade, dispensa a UTI aérea. Tivemos dificuldade em conseguir a ambulância. Chegamos até a contratar um serviço particular, que foi descartado porque não tinha o médico. Depois de muitos contatos, conseguimos a parceria do Samu de João Pessoa, para fazer o transporte”, informou a gerente de Regulação e Avaliação da Assistência, Edjanece Guedes.

A mãe do bebê, Danielle Custódio, disse que a menina nasceu no sábado pela manhã e passou o dia e a noite aparentemente bem e mamando. “No domingo, comecei a notar os lábios e as mãos delas arroxeando e chamei a médica, que encaminhou minha filha para a UTI neonatal. Não vejo a hora de poder pegar minha filha de novo nos braços”, afirmou.

O tio do bebê, Diêgo Custódio, acompanhará a criança durante todo o tempo em que ela ficará no Incor. A médica pediatra Ana Flávia Amorim acompanhou o transporte da criança e fez a última avaliação médica do bebê antes da saída. “É um bebê grave, mas o quadro de saúde é estável. Chegando ao hospital ela deve passar por uma nova avaliação que definirá os detalhes da cirurgia”, disse.