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11 de novembro de 2011

Saúde reativa comitê técnico para discutir ações de saúde da população negra



Em reunião realizada nesta sexta-feira (11) entre a Associação Paraibana de Portadores de Anemias Hereditárias e representantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES), ficou definida a reativação do comitê técnico da saúde da população negra. A ideia é estabelecer uma política estadual de atenção à saúde da população negra, por meio de capacitação e ampliação de equipe e serviços, tendo como base as doenças falciformes.

Para o coordenador de Comunicação da Associação Paraibana de Portadores de Anemias Hereditárias, Dalmo Oliveira, o encontro foi bastante positivo. “A reativação do comitê facilitará a implantação das políticas públicas para a saúde da população negra, principalmente no que diz respeito às doenças falciformes. Nós percebemos a sensibilidade que o Governo do Estado tem com o assunto no sentido de chamar os movimentos e o controle social para tratar dessa temática”, afirmou.

Um dos objetivos da reunião foi discutir a implantação do programa de atenção integral à saúde negra.  “Com a implantação do programa estadual será possível a criação de casas de apoio nas regionais, o transporte de pacientes em estado grave, a especialização de profissionais da saúde da família para o atendimento qualificado, além do mapeamento dos quilombolas no Estado”, disse o assessor de gabinete da Secretaria de Saúde, Ernani Filho.

Em João Pessoa, os pacientes com a doença falciforme são atendidos no Hemocentro, onde passam por exames periódicos de eletroforese de hemoglobina pelo método HPLC (cromotografia líquida de alta resolução), hemograma e sorologia, como também recebem medicação. O Hemocentro também oferece tratamento e os pacientes são atendidos por uma equipe multiprofissional, formada por médico (hematologista), enfermeiro, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista e odontólogo. Atualmente, cerca de 400 portadores estão cadastrados no Hemocentro da Capital.

Sobre a patologia – A anemia falciforme é a doença hereditária mais comum em todo o mundo. Decorrente de uma mutação genética ocorrida em populações do continente africano, ela chegou ao Brasil por meio da migração forçada. Dados do Programa Nacional de Triagem Neonatal mostram que nascem no Brasil, por ano, 3,5 mil crianças com doença falciforme.

A população pode obter mais detalhes sobre as doenças falciformes pelos telefones da Associação: 3225-4854/8897-1340/8850-1548/8809-4139 ou pelo e-mail: asppah@gmail.com e o endereço HTTP//:asppah.wordpress.com