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6 de março de 2015

Saúde realiza Oficina para Grupos de Autocuidado em Hanseníase



O Núcleo de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou, nos dias 5 e 6 de março, a Oficina de Planejamento para Coordenadores dos Grupos de Autocuidado em Hanseníase. O evento, que aconteceu no Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba (Cefor-RH), teve como objetivo discutir as ações realizadas no ano de 2014, suas dificuldades, como também planejar as ações que serão realizadas em 2015. Participaram do encontro representantes de Grupos de Autocuidado dos municípios de Campina Grande, Cajazeiras, Patos, João Pessoa e Cabedelo.

“É importante que as pessoas que lidam com a hanseníase aprendam a conviver com a doença e batalhar por seus direitos e deveres, como também a trabalhar a prevenção de incapacidades, para assim evitar deformidades futuras. Esse é um momento muito rico de planejamento para o estado da Paraíba”, disse Geísa Campos, da área técnica da Hanseníase da SES. 

Na quinta-feira (5), foi realizada uma revisão de conteúdos da hanseníase. Durante todo o dia houve debates sobre diagnóstico, tratamento, reação, reabilitação socioeconômica, acesso à órtese, prótese e cirurgias. Também foram avaliadas todas as reuniões realizadas em 2014. Na sexta-feira (6) foram trabalhadas as ações para 2015. “Cada participante vai sair daqui com seu planejamento para 2015. Vale a pena salientar que a Paraíba foi o primeiro estado que iniciou os grupos de autocuidado em hanseníase”, disse Geísa.

Segundo Geísa, a Paraíba apresenta um alto índice de cura da hanseníase, graças ao trabalho que vem sendo realizado pelo Governo do Estado. “Temos hoje uma média prevalência da doença no estado. Diagnosticamos em média 650 casos por ano e temos uma taxa alta de cura. O atendimento é descentralizado em quase 100% do estado. Nossa referência estadual é o Hospital Clementino Fraga. Além disso, temos como referência regional Campina Grande, Cajazeiras e Patos. Podemos dizer que muita coisa já foi feita, mas o Governo quer avançar e fazer muito mais, em busca de um maior benefício para a população paraibana”, concluiu Geísa Campos.

Sobre os grupos – Nos grupos de autocuidado, os pacientes convivem com outras experiências e aprendem a perceber as características de suas lesões, o que possibilita uma tomada de decisão de tratamento mais acertada. Nos encontros, os pacientes com hanseníase são alertados sobre a importância da medicação e até a adesão dos familiares ao tratamento.

A Paraíba conta com cinco grupo de autocuidado implantados nos município de João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Cabedelo e Patos. As reuniões mensais têm duração de duas horas e contam com número variável de pacientes (10 a 12 em média).

Doença – A hanseníase é uma doença infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde mais próximo.

Tratamento – Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. O tratamento, gratuito e eficaz, pode durar de seis a 12 meses. Os medicamentos devem ser tomados todos os dias, em casa, e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do processo exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde.