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17 de março de 2014

Saúde realiza monitoramento ambiental em Cajazeiras, Monteiro e São José de Piranhas



O Núcleo de Entomologia e Pesquisa Operacional da Paraíba, que faz parte da Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza durante os meses de março e abril o monitoramento de vetores que transmitem Malária e Leishmaniose, nos municípios da área de influência direta da implantação do Projeto de Integração do Rio São Francisco. O monitoramento ambiental será realizado de 17 a 21 de março em São José de Piranhas; de 24 a 28 de março, no município de Cajazeiras, e de 31 de março até 4 de abril na cidade de Monteiro.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Entomologia e Pesquisa Operacional da Paraíba, Laura Ney Marcelino de Silans, o trabalho faz parte do programa Básico Ambiental. “Esse programa deve criar instrumentos de compartilhamento de informações para análise de risco e fundamentar a elaboração e implantação de estratégias de prevenção e controle de agravos”, explicou. Ainda segundo Laura, o estudo tem por objetivo minimizar a probabilidade de impactos negativos causados por doenças de vinculação hídrica, com o recebimento das águas do Rio São Francisco pelas bacias hidrográficas do Rio Piranhas (eixo norte) e Rio Paraíba (eixo leste).

Segundo o gerente Operacional de Vigilância Ambiental da SES, Geraldo Moreira de Menezes, monitoramento de vetores e de reservatórios de doenças são apenas algumas das atividades realizadas pelo laboratório de Entomologia do Estado. “O laboratório realiza diversas atividades que fazem parte do Programa Nacional de Controle da Dengue, como a identificação do Aedes aegypti, como também o controle da qualidade do material entomológico em toda a rede estadual”, disse.

A Rede Estadual de Laboratório de Entomologia conta com 11 unidades regionais e municipais, onde são realizados vários outros testes, como o controle de qualidade do material entomológico identificado pelos laboratórios da Rede Estadual, o acompanhamento mensal da vazão e pressão das máquinas de aplicação de inseticida, monitoramento da infestação do mosquito transmissor da dengue nas cidades de Campina Grande, João Pessoa e Sousa, através de armadilhas de oviposição e avaliação dos larvicidas utilizados. “Os testes com os larvicidas são realizados com mosquitos nativos da região e também com mosquitos que a gente leva, para assim fazermos o teste de resistência não só trabalhando com os mosquitos da região que capta os ovos. Assim podemos saber se o mosquito daquela região é mais resistente ao inseticida do que os mosquitos de outras regiões”, explicou Geraldo Moreira.

Ele lembrou também que o laboratório de entomologia realiza a aplicação dos larvicidas no controle da leishmaniose, popularmente conhecida como calazar.