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12 de maio de 2009

Saúde quer mapear poliovírus selvagem em laboratórios da Paraíba



O Ministério da Saúde está realizando um levantamento institucional para a identificação de laboratórios com materiais que contenham o poliovírus selvagem. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) alerta que o inquérito eletrônico nacional deve ser preenchido por todos os laboratórios públicos e privados da Paraíba, mesmo os que não possuem material infectante ou potencialmente infectante para o poliovírus. A medida é necessária para que o País receba o Certificado Internacional de Erradicação do Poliovírus, já que a poliomielite está erradicada no Brasil desde 1994, sendo que o último caso foi em Sousa-PB.

O levantamento é da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde (CGLAB), com a participação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivisa).

A Portaria Ministerial 560/09 determina a participação de todos os laboratórios nesse levantamento. Deverão preencher o inquérito, todas as instituições de controle biológico e pesquisas biomédicas, universidades, coleções de culturas, agências de meio ambiente (água/esgoto), hospitais/clínicas, agências militares (saúde/pesquisa), produtores (biológicos, vacinas, desinfetantes, alimentos, insumos laboratoriais), agências de saúde pública, assim como laboratórios de virologia, bacteriologia, gastroenterologia, patologia, biologia molecular, nutrição, genética, meio ambiente, veterinária e laboratórios médicos.

Para preencher o inquérito eletrônico, o responsável pelo laboratório deverá acessar o endereço www.saude.gov.br/inquerito, onde consta, além do inquérito, todo o material referente à contenção do poliovírus no mundo. “O objetivo desta comunicação é solicitar o apoio explícito e decisivo para que as atividades requeridas no Estado da Paraíba sejam plenamente realizadas”, lembrou Gisele Aversari, executora do Programa de Contenção Laboratorial do Poliovírus Selvagem, na Paraíba.

A Paraíba registrou o último caso de poliomielite em 1989, na cidade de Sousa. A América foi considerada livre da poliomielite em 1994. Nesse mesmo ano, o Brasil recebeu da Comissão Internacional a Certificação da Erradicação de Poliomielite,  que considera o país ‘livre de pólio’. Uma nova etapa foi estabelecida pela Organização Mundial de Saúde para que os países obtenham o Certificado Internacional de Erradicação do Poliovírus.  Para isso, o Brasil deve, obrigatoriamente, executar, integralmente, as diretrizes contidas na segunda edição do Plano de Ação Mundial para a Contenção de Poliovírus Selvagens em Laboratório, publicado pela Organização Mundial da Saúde – OMS.

“O Brasil comprometeu-se a garantir a necessária contenção de amostras contaminadas ou potencialmente contaminadas com o poliovírus, armazenadas nos laboratórios brasileiros, em atenção à resolução do Comitê Executivo da Organização Pan-Americana da Saúde, adotada na sua 126ª sessão, realizada em 27 de junho de 2000. Uma vez erradicada, as únicas fontes do poliovírus serão os laboratórios públicos e privados, a partir dos quais o vírus poderá ser reintroduzido acidentalmente, ou por atos criminosos, no meio ambiente e causar novas epidemias”, explicou Gisele Aversari.