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15 de julho de 2015

Saúde promove oficinas preparatórias para a Campanha de Combate à Hanseníase, Verminose e Tracoma



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) está realizando até o dia 23 de julho, das 8h às 17h, oficinas preparatórias para os profissionais da Atenção Básica; Vigilância Epidemiológica; do Programa Saúde na Escola e coordenadores municipais de hanseníase dos 57 municípios que irão realizar a III Campanha de Combate à Hanseníase, Verminose e Tracoma, que acontecerá no período de 10 a 14 de agosto.

As oficinas estão sendo ministradas por Macrorregião de Saúde. Nesta quinta-feira (16), será na 2ª Gerência Regional de Saúde (GRS), em Guarabira; no dia 22, no Centro de Treinamento dos Professores, de Sousa, para 8ª, 9ª e 10ª GRS e no dia 23, em Patos, para profissionais da 6ª, 7ª e 11ª Gerências Regionais.

Foram realizadas as oficinas de Campina Grande, na terça-feira (14) para profissionais da II Macro (3ª, 4ª e 5ª GRS) e nesta quarta-feira (15) para a I Macro (1ª e 12ª GRS), no auditório do Cefor-PB, na capital.

“Durante os encontros, estão sendo discutidas todas as estratégias de mobilização, com o objetivo de obter o melhor resultado da Campanha; a utilização dos instrumentos e a melhor forma de atingir o público-alvo: os pais e filhos, na faixa etária de 5 a 14 anos, matriculados na escola pública”, explicou a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas, da SES, Lívia Borralho.

De acordo com Lívia, este ano, 57 municípios aderiram à Campanha. Em 2014, participaram 50 municípios, quando 5.597 escolares foram examinados, mas nenhum caso foi diagnosticado para hanseníase. Foram tratadas 97.555 crianças contra verminoses.

Hanseníase – A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada por um bacilo capaz de infectar grande número de indivíduos, embora poucos adoeçam. A doença tem tratamento e cura. Os sinais importantes são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade; área de pele seca e com falta de suor; área da pele com queda de pêlos, especialmente, nas sobrancelhas; área da pele com perda ou ausência de sensibilidade; sensação de formigamento (Parestesias) ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato.

Na Paraíba, a hanseníase vem apresentando queda, porém ainda com patamares elevados que nos coloca como estado de alta endemicidade. Em 2014, o coeficiente de detecção foi de 15,2% por 100 mil habitantes, que corresponde a 581 casos novos, até o momento. Na população menor de 15 anos, houve registro de 28 casos novos, sendo um coeficiente de detecção de 2,9 por 100 mil habitantes.

Durante a Campanha, será utilizado um formulário denominado ficha de autoimagem, no qual os estudantes, junto com os pais ou responsáveis, respondem em casa aos questionamentos da ficha e a devolvem para a escola. As fichas serão triadas pelos professores/profissionais de saúde e os casos com lesões suspeitas de hanseníase serão encaminhados à unidade de saúde para confirmação diagnóstica e tratamento.

Tracoma – Sensação de corpo estranho nos olhos, coceira, lacrimejamento, irritação, ardor, secreção amarelada, olhos vermelhos e inchaço. A ocorrência do tracoma está diretamente relacionada às baixas condições socioeconômicas e as condições precárias de higiene e acesso á água, que favorecem a disseminação da bactéria Chlamydia trachomatis, agente etiológico da doença. Na Paraíba, dois municípios são considerados prioritários para tracoma: Riachão e Bananeiras, pertencentes a 2ª GRS. A avaliação dos escolares será através do exame ocular externo realizado por profissionais capacitados e os casos positivos e seus contatos domiciliares serão encaminhados para tratamento.

Verminoses – Em relação às verminoses, o impacto negativo da infecção produz, além da redução no desenvolvimento físico e mental, uma variedade de quadros mórbidos que incluem diarreia, dores abdominais, inapetência, perda de peso, até complicações como a formação de granulomas e processos obstrutivos que exigem intervenção cirúrgica, podendo, inclusive, levar o paciente a morte. Em muitos municípios, será realizada a terceira dose do tratamento quimioprofilático, com vistas à redução da carga de infecção por geo-helmintos, com a administração de Albendazol.

A realização do tratamento preventivo em escolares está em conformidade com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que preconiza o uso de medicação de forma periódica como medida preventiva para redução da carga parasitária e das suas complicações. Na intervenção da campanha, caso o pai e/ou responsável não esteja de acordo com a administração do medicamento, estes deverão enviar para a escola o “Termo de Recusa” assinado.