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6 de junho de 2016

Saúde participa de projeto de pesquisa para avaliar a dinâmica populacional do vírus da zika no Nordeste



A Secretaria de Estado da Saúde (Ses), por meio do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen), está participando da pesquisa “Zibra” (Zika Brasil), que tem o objetivo de avaliar a dinâmica populacional do vírus em diferentes pontos do Nordeste. Realizado por meio de uma parceria entre o Instituto Evandro Chagas, Universidade de São Paulo, Fiocruz, de Salvador, e Universidade de Oxford – EUA, o projeto, que tem a proposta de laboratório móvel, já percorreu as capitais Salvador, Natal, Aracaju e, agora João Pessoa, onde ficará, provavelmente, até a esta quarta-feira (8) e segue para Recife.

Por onde o laboratório passa é feita parceria com os Lacens para o apoio logístico de coleta de amostras e o fornecimento de energia para os equipamentos do laboratório móvel. Em João Pessoa, está instalado no pátio do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, onde está funcionando, de forma provisória, o laboratório de virologia que faz diagnóstico de dengue, chikungunya, zika e outras viroses, devido a reforma na sede do Lacen-PB.

Segundo a diretora geral do Lacen-PB, Marta Rejane Lemos, durante a estadia do laboratório móvel em João Pessoa, serão analisados exames de material coletado em gestantes que apresentaram exantemas. “A expectativa é que sejam analisadas 100 amostras, o que vai agilizar muito no diagnóstico precoce. Atualmente, enviamos estas coletas para a Fiocruz de Pernambuco e para o Instituto Evandro Chagas, no Pará”, falou.

O Projeto – O projeto tem por objetivo primordial o diagnóstico molecular rápido e específico de zika, além de obtenção de genomas completos para esse agente viral empregando uma nova tecnologia, denominada de “sequenciamento por Nanopore”, e avaliar a dinâmica populacional do vírus zika em diferentes pontos do Nordeste.

O equipamento é o Minilon, usado durante a epidemia de ebola e concedido o uso para o vírus zika, após adaptação. Neste contexto, a participação dos Lacens é de grande importância para a logística do projeto.

“Em contrapartida, cada Lacen poderá eleger um ou dois funcionários para acompanhar os testes e aprender a nova tecnologia que pode vir a ser implantada nos Lacens, devido ao baixo custo do equipamento (R$ 3.900,00 a unidade), que tem alta especificidade e sensibilidade para zika, além de liberar os resultados em até 48 horas”, disse Marta.

O método também será adaptado para dengue, chikungunya e febre amarela, além de vírus, que, porventura, possam ser introduzidos no Brasil, mediante a intensa movimentação humana de uma região geográfica a outra, em curto espaço de tempo.