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20 de abril de 2016

Saúde orienta sobre prevenção para controle da transmissão de gripe no estado



A Secretaria de Estado da Saúde (Ses), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, divulgou nota técnica para profissionais de saúde de todo estado, contendo orientações de prevenção para controle da transmissão de influenza (gripe). A nota se refere à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que integra uma gama de doenças que levam ao internamento, entre elas, a influenza (gripe) e os seus subtipos e as pneumonias.

“Historicamente, o vírus da influenza começava a circular, em todo país, no período de maio a agosto, que são os meses mais frios. Este ano de 2016 a circulação começou bem mais cedo, logo no mês de janeiro, e os cientistas estão estudando o motivo dessa mudança”, informou a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES, Anna Stella Pachá.

De acordo com a nota, durante uma epidemia sazonal de influenza, cerca de 5 a 15% da população mundial é infectada, resultando em, aproximadamente, 3 a 5 milhões de casos graves, por ano, e de 250 a 500 mil mortes, principalmente entre idosos e portadores de doenças crônicas.

A vigilância do vírus influenza no Brasil conta com uma rede de unidades sentinelas para síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), distribuídas em todas as regiões geográficas do país e seu objetivo principal é identificar os vírus respiratórios circulantes, de acordo com a Portaria nº 183, de 30 de janeiro de 2014. A vigilância universal de SRAG monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento da influenza no país para orientar na tomada de decisão em situações que requeiram novos posicionamentos do Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde estaduais e municipais.

Na Paraíba, a vigilância da influenza é realizada por meio de duas unidades sentinelas para síndrome gripal (SG) e uma síndrome respiratória aguda grave com internações em UTI, mediante coletas nos atendimentos de rotina desses serviços.

Até o dia 16 de abril, foram notificados 38 casos por SRAG, desses, 10,5% (4) foram descartados e 31,6 % (12) óbitos seguem em investigação para influenza (Puxinanã – 1, Camalaú – 1, Campina grande – 2,  Condado– 1, Jericó – 1, Poço Dantas – 1 e João Pessoa – 5). Dentre os casos notificados, 5,3% (2), foram ocasionados pelo vírus influenza a (H1N1) pdm09, com 2,6% (01) evoluindo para óbito, e os demais aguardam resultado laboratorial.

Segundo a nota técnica, ao avaliar os óbitos registrados no sistema de mortalidade – SIM/PB, foi observada uma elevação de casos nos extremos de idade, porém sem alterações de comportamento nos cinco últimos anos até o primeiro trimestre de 2016, mesmo com identificação laboratorial de circulação viral de influenza a (H1N1) pdm09, nos anos de 2011, 2013 e 2016.

Dentre as doenças do SRAG, o número de óbitos ocorridos no estado, nos anos de 2011 a 2016, se destacaram três tipos de pneumonia. Já os óbitos com causa básica por influenza tiveram um número menor.

A nota informa ainda que a influenza (gripe) é uma infecção viral que afeta principalmente nariz, garganta, brônquios e, ocasionalmente, os pulmões que pode vir apresentar sintomas de uma gripe leve e/ou levar a um agravamento quadro clínico, e até mesmo ao óbito, cabendo as autoridades de saúde orientar a população e desencadear medidas de prevenção e controle da vigilância epidemiológica da influenza.

Faz ainda recomendações para a população e para os profissionais de saúde. Entre as recomendações para a população em geral, lavar as mãos com água e sabão, especialmente antes das refeições, após tossir ou espirrar; ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável; não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal e não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca.

Para os profissionais de saúde, a orientação é que todos os pacientes com síndrome gripal para retornem ao serviço de saúde, em caso de piora do quadro clínico, para serem reavaliados quanto aos critérios de SRAG ou outros sinais de agravamento; realizar classificação de risco e manejo clínico adequado seguindo o preconizado pelo ministério da saúde em fluxograma disponível no: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/11/fluxo-gripe-alterado- curvas.pdf ; monitorar todos os casos com sintomas de síndrome respiratória aguda grave internos em UTI; notificar de imediato (em até 24 h) todo caso suspeito de influenza humana produzida por novo subtipo viral, segundo definição da Portaria 204/ fev. de 2016; coletar amostra de secreção nasofaringea (swab de rayon ou aspirado) para todo caso de síndrome respiratória aguda grave – srag, de preferência, antes do inicio do tratamento com o antiviral; manter abastecido o estoque de Fosfato de Oseltamivir (Tamiflu) dos principais hospitais e Upa (s);prescrever a medicação Fosfato de Oseltamivir (Tamiflu), dentro das primeiras 48 horas após o início dos sintomas.

A solicitação do Tamiflu deverá ser feita a assistência farmacêutica do estado da Paraíba por meio das Gerências Regionais de Saúde, utilizando planilha de solicitação de medicamentos – programa influenza, acompanhada por oficio e todos os profissionais, mediante casos suspeitos e confirmados de Influenza, deverão fazer uso das precauções padrão e para aerossóis.

Confira a nota técnica na íntegra aqui.