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19 de março de 2014

Saúde orienta municípios a informar semanalmente números da vacinação contra HPV



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) está orientando os municípios para alimentar o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização semanalmente com os números da vacina contra o vírus papilomavírus humano (HPV), em meninas de 11 a 13 anos. De acordo com o Núcleo de Imunização da SES, a procura pela vacina tem sido muito boa, mas, apesar disso, os números registrados ainda são baixos porque os municípios alimentam o sistema de forma bastante lenta, tendo em vista que alguns têm problemas para acessar a internet.

Na Paraíba são 104 mil e 710 adolescentes na faixa etária de 11 a 13 anos que deverão ser vacinadas. Até agora tem registrado no Sistema 18.819 meninas vacinadas, o que equivale a 17,97% dos 80% previstos pelo Ministério da Saúde. “É bom frisar que este número não é exato, pois a procura vem sendo muito boa. Uma prova é que o termo de recusa, entregue aos pais para o caso de não autorizarem que as filhas sejam vacinadas, não tem tido aceitação”, enfatizou a chefe do Núcleo de Imunização, Isiane Queiroga.

A vacinação é aplicada em três doses: a primeira começou a ser aplicada no dia 10; a segunda seis meses depois e a terceira cinco anos após a primeira dose. Com isso, a vacina contra HPV entra na rotina do calendário básico dos adolescentes, junto com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); hepatite B e Dupla Tetânica (difteria e tétano).

A vacina está sendo disponibilizada pelo SUS conjuntamente com outras ações para o rastreamento do câncer do colo de útero, o que possibilitará, nas próximas décadas, prevenir essa doença, que representa hoje a segunda principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. Em 2015, a vacina será oferecida para meninas com idade entre nove e 11 anos e em 2016, a partir dos nove anos.

Câncer do colo de útero – Devido à sua alta incidência e mortalidade, o câncer do colo do útero é um importante problema de saúde pública, especialmente nos países em desenvolvimento. Embora tenha alta incidência, este câncer apresenta forte potencial de prevenção e cura, quando diagnosticado precocemente, seja por meio de consultas regulares ao ginecologista, seja pela realização regular dos exames recomendados, a partir dos 25 anos de idade. Entre as estratégias de prevenção mais utilizadas, além da detecção precoce, estão a vacinação, o uso de preservativos e ações educativas.

O câncer do colo de útero manifesta-se a partir da faixa etária de 25 a 29 anos, aumentando seu risco até atingir o pico na idade entre 50 e 60 anos. No Brasil, o câncer do colo de útero é o segundo tipo de câncer mais frequente entre mulheres, após o câncer de mama, com alta mortalidade efaz, por ano, 4.800 vítimas fatais.  Na região Centro-Oeste a incidência média é de 28 para cada 100 mil mulheres; no Norte é de 24/100 mil; na região Nordeste é de 18/100 mil; na região Sudeste é de 15/100 mil e na região Sul é de 14/100 mil.

Formas de transmissão do HPV – A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Embora tenha baixa frequência, pode ocorrer a infecção por sexo oral. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV.

 Segundo dados do Ministério da Saúde, essa vacina previne infecções pelos tipos virais e, consequentemente, o câncer do colo de útero e reduz a carga da doença. Tem maior evidência de proteção e indicação para pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. É destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem efeito demonstrado ainda nas infeções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida. Portanto, a vacina não tem uso terapêutico no tratamento do câncer do colo do útero e sim, exclusivamente, preventivo.

É bom lembrar que mesmo vacinadas, as adolescentes, que já iniciaram sua vida sexual, devem usar preservativos porque, somente dessa forma, se evita contrair outras doenças”, disse Isiane.