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23 de janeiro de 2013

Saúde orienta gerências para ações no Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase



No dia 27 de janeiro, último domingo do mês, várias atividades vão marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase.  A Secretaria de Estado da Saúde, (SES),por meio do Núcleo de Doenças Endêmicas, está orientando as Gerências Regionais para sensibilizar os municípios na realização de campanhas educativas e busca ativa de novos casos. De acordo com a SES, em 2011, foram diagnosticados 687 novos casos de hanseníase na Paraíba e, em 2012, foram 675 casos (dado parcial).

Para a realização dessas ações, o Núcleo de Doenças Endêmicas está disponibilizando material informativo sobre os sintomas da hanseníase para todas as Gerências de Saúde, que deverão repassar aos municípios de suas regionais.

A chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da SES, Mauricélia Holmes, explica que o diagnóstico da hanseníase é realizado em toda rede básica de saúde, tendo como referências regionais os municípios de Campina Grande, Patos e Cajazeiras e como referência estadual o Complexo Hospitalar de Doenças Infecto-Contagiosas Clementino Fraga, em João Pessoa.

Encontro – No ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde promoveu o IV Encontro dos Grupos de Autocuidado para Hanseníase na Paraíba. O evento, realizado no Hotel Caiçara, em João Pessoa, contou com a participação de representantes dos grupos de João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras. De acordo com Mauricélia Holmes, o evento o objetivo de oferecer orientação aos pacientes em relação à prática de autocuidados, buscando prevenir incapacidades, sem deixar de trabalhar a questão da autoestima do usuário e melhorar a qualidade de vida.

“A Paraíba é pioneira na criação dos grupos de autocuidado. Fomos os primeiros a dar vida à iniciativa. Nos grupos, os pacientes convivem com outras experiências e aprendem a perceber as características de suas lesões, identificando precocemente o que esteja ocorrendo e o que possibilita uma tomada de decisão de tratamento mais acertada”, destacou Mauricélia Holmes. Ela explicou que, nos encontros anuais, os pacientes são alertados sobre a importância da medicação e até da adesão dos familiares ao tratamento. “É importante, por exemplo, que uma dona de casa com hanseníase tenha consciência de que lavar louça utilizando luvas pode evitar ferimentos e até úlceras em mãos lesionadas”, alertou.

Doença – A hanseníase é uma doença infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde.

É preciso observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam, mas que causam a sensação de formigamento e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

Tratamento – Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar incapacidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento, gratuito e eficaz, pode durar de seis a doze meses. Os medicamentos devem ser tomados todos os dias, em casa, e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde.