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Saúde inicia vacinação contra HPV para nova faixa etária

sexta-feira, 13 de março de 2015 - 19:01 - Fotos: 

Desde a segunda-feira (9) foi iniciada a vacinação contra o vírus do Papiloma Humano (HPV) para a nova faixa etária (9 a 11 anos) nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) e nas escolas. Na Paraíba, mais de 100,5 mil meninas deverão receber a vacina. Para isso, o Ministério da Saúde enviou 105,5 mil doses do imunobiológico ao estado.

Na manhã da sexta-feira (13), em uma escola da rede privada de ensino da capital, as meninas estavam animadas e ansiosas. “A receptividade aqui foi ótima, principalmente porque as Secretarias e o Ministério da Saúde vêm fazendo uma ampla divulgação da campanha, isso ajuda muito dentro da escola, faz com que as meninas percam o receio da vacina”, disse a assessora de comunicação da escola, Vanessa Gomes.

Ana Beatriz Arruda, 11 anos, estava animada com a vacina e apoiava as colegas que estavam com algum receio. “Não estava com medo. Eles explicaram direitinho sobre a vacina. Algumas das minhas amigas ficaram com medo, mas eu não. Eu estou falando pra elas da importância da vacina, que é boa pra saúde e previne doenças. A vacina é bem rápida, só uma picadinha”, disse a aluna.

Já Maria Letícia Lima, 11 anos, estava conversando com as colegas que já tinham recebido a vacina para saber como foi. “Estou com um pouco de medo sim, porque não gosto de agulhas, mas minhas amigas estão aqui comigo e já disseram que não dói nada e sei que é importante se vacinar”, comentou.

Segundo a enfermeira Iara Cavalcanti, todos os colégios da capital, públicos e privados, receberão a equipe de imunização. “Vamos passar por todas as escolas. Só aqui esperamos vacinar aproximadamente 150 meninas da faixa-etária estabelecida pelo Ministério da Saúde”, disse.

O local onde será oferecida a vacina ficará a critério de cada município. “Conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações, deixamos a critério de cada município a realização da segunda dose ano passado, assim eles conseguiram ver qual a melhor estratégia. Teve município que ofereceu a primeira dose nas escolas e quando mudou para a unidade de saúde perdeu muitas meninas, então, cada município avalia qual a melhor estratégia para que possamos atingir o maior número de meninas”, explicou o enfermeiro do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Edson Lira.

Vacina – É administrada por via intramuscular (injeção de apenas 0,5 ml em cada dose) e confere imunidade contra os tipos 6,11,16 e 18. Para receber a dose, a adolescente deve apresentar o cartão de vacinação com documento de identificação.

Cada uma deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo a segunda seis meses depois e a terceira cinco anos após a primeira dose. A vacina HPV pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação do PNI, sem interferências na resposta de anticorpos a qualquer uma delas.

A vacina contra o HPV apresenta eficácia de 98,8% contra o câncer de colo de útero, porém não substitui a realização do exame preventivo, o Papanicolau, nem o uso de preservativos.

HPV – É um vírus transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio da relação sexual. Também pode ser transmitido de mãe para filho no parto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os vírus 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer de colo de útero. Aproximadamente 0,5% das mulheres contaminadas pelo vírus desenvolvem o tumor. Se houver tratamento adequado, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

Câncer de colo de útero – De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), para o biênio 2014/2015 na Paraíba, são estimados 290 casos da doença, sendo 70 destes em João Pessoa.

Tomar a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. No entanto, a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.