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Saúde faz pesquisa para atualizar dados sobre óbitos e nascidos vivos

terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 18:36 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) está realizando a Pesquisa de Busca Ativa de Nascidos Vivos e Óbitos, para identificar com mais precisão a ocorrência de mortes e nascimentos na Paraíba. O trabalho faz parte de uma pesquisa maior coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que está sendo desenvolvida em todo o Nordeste e Amazônia Legal. O objetivo é comparar as informações dos Estados com os resultados divulgados em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Paraíba, a pesquisa vem sendo realizada na Capital e em mais cinco municípios, sob a coordenação da Gerência Operacional de Resposta Rápida da SES.

De acordo com o IBGE, em 2008 foram registrados 26.947 óbitos o que corresponde a 7,2 óbitos para cada grupo de mil habitantes. Também foram registrados 66.476 nascidos vivos, o que corresponde a 17,76 nascimentos para cada mil habitantes. No banco de dados da Gerência Operacional de Resposta Rápida da Secretaria de Estado da Saúde (SES) constam que 23.062 pessoas morreram, o que significa uma cobertura de 85,5%, e 60.816 nasceram vivas, representando uma cobertura de 91,48% se comparados com os dados do IBGE.

Em nível de Brasil a pesquisa é coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz, (Fiocruz), em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde e as secretarias estaduais de Saúde. A Fiocruz decidiu que todas as capitais vão participar da pesquisa e em cada Estado seriam escolhidos cinco municípios. Essa escolha foi feita por amostragem e teve como base critérios técnicos definidos e utilizados pela própria Fundação. 

Correção de dados – De acordo com Josefa Ângela Pontes de Aquino, chefe do Núcleo de Ações e Análise Epidemiológica da SES, que está coordenando a pesquisa na Paraíba, os números do IBGE estão muito além dos existentes no banco de dados a Gerência Operacional de Resposta Rápida. “A pesquisa é justamente para corrigir estas distorções e saber a real situação com dados precisos”, completou. Ela afirmou ainda que o resultado também servirá como subsídio para a construção de políticas públicas na área de saúde.

A pesquisa foi iniciada no último dia 19 e a SES tem até três meses para apresentar os resultados. O estudo está sendo realizado em João Pessoa e nos municípios de Cabedelo, Itatuba, Logradouro, Pirpirituba e Pombal. O resultado terá representatividade para todo o Estado.   Na opinião de Josefa Ângela, essa defasagem nos dados pode ter ocorrido por vários fatores como, por exemplo, a existência de cemitérios clandestinos, o médico ou o hospital não ter emitido a Declaração de Óbito ou de Nascimento, ou cartório não ter comunicado a morte ou nascimento às secretarias municipais de Saúde.

Ângela Pontes de Aquino explicou que os técnicos da Gerência de Resposta Rápida estão colhendo dados nos hospitais, funerárias, cartórios, cemitérios, secretarias de Ação Social e em vários outros locais onde existam informações sobre óbitos e nascidos vivos.

Assessoria de Imprensa da SES/PB