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29 de maio de 2009

Saúde Estadual intensifica vacinação contra a hepatite B



Este ano, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) está intensificando a vacinação contra a hepatite B, entre a população de 11 a 19 anos. Nos meses de março e abril, foram aplicadas 217.307 doses, contra 29.890 aplicadas no mesmo período do ano passado. Para imunizar os paraibanos nessa faixa etária, que é a mais descoberta e a mais vulnerável à doença, vacinadores estão indo às escolas. O Estado recebeu do Ministério da Saúde 620 doses da vacina para distribuir com os municípios.

“Acabando esse estoque, o Ministério manda mais. Não vai faltar vacina. É importante que todas as pessoas, principalmente, as crianças e adolescentes entre 11 e 19 anos estejam imunizadas. A pessoa precisa tomar três doses da vacina, e um intervalo de 6 meses, uma vez na vida. É uma medida simples em relação ao benefício que traz”, afirmou o coordenador estadual da Imunização, Walter Albuquerque.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, este ano 143.931 pessoas, na faixa etária alvo, receberam a primeira dose da vacina; 51.793 a segunda dose e 21.583 já foram imunizadas com a terceira dose.

Entre 2001 e os primeiros meses deste ano, 3.237 pessoas adquiriram hepatite (somando os tipos A, B e C). Destas, 444 foram contaminadas por hepatite do tipo B. Este ano, já foram notificados 13 casos somente desta hepatite. No ano passado, foram 58 casos e, em 2007, o Estado registrou 38 casos da doença.  

Walter Albuquerque disse que o Ministério da Saúde observou uma baixa cobertura vacinal em grupos específicos, especialmente entre a faixa etária de 11 a 19 anos. “Geralmente a vacina é aplicada nos postos de saúde, mas como a procura tem sido pequena por essas pessoas em todo o Brasil, o Ministério da Saúde resolveu melhorar essa cobertura, levando a vacina até a rede de ensino”, explicou.

O coordenador de Imunização afirmou que a SES não tem uma meta cumprir até porque não se trata de uma campanha para uma vacina que se toma periodicamente, mas de um reforço vacinal para quem nunca foi imunizada contra a doença. “Muitas dessas pessoas nessa faixa etária já receberam alguma dose e outras nenhuma, e, evidentemente, nosso objetivo atingir todas essas pessoas e com isso completar o calendário vacinal”, explicou.

De acordo Walter Albuquerque nessa faixa etária os jovens iniciam a vida sexual e por ser a Hepatite B transmitida também na relação sexual, esse grupo foi escolhido. A doença pode ser transmitida também pelo sangue e, por isso, de deve redobrar os cuidados quando precisar dos serviços de manicure, fazer tatuagens ou colocar piercing. “Os instrumentos utilizados nesse tipo de serviço devem estar bem esterilizados, pois representam um grande perigo de contaminação e contágio”, alerta Walter Albuquerque.

A vacina contra a hepatite B é oferecida na rede pública de saúde o ano todo para crianças e também para pessoas de grupos de risco, como profissionais do sexo, profissionais de saúde, usuários de drogas, hemofílicos, pacientes que fazem hemodiálise, portadores do vírus da hepatite C pessoas com HIV.

Mulheres grávidas podem passar o vírus da hepatite B para o bebê. Portanto, o recém-nascido deve ser vacinado nas primeiras doze horas após o nascimento. Só com exames de sangue bem detalhados é possível saber se a pessoa está ou não com hepatite.
 

Assessoria de Comunicação da SES-PB