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27 de fevereiro de 2013

Saúde discute sobre Campanha Nacional de Hanseníase e Geohelmintíases



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reúne, durante todo o dia desta quinta-feira (28), no Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-PB), técnicos das áreas de Vigilância em Saúde, Educação e Atenção Básica de vários municípios paraibanos para discutir sobre a Campanha Nacional de Hanseníase e Geohelmintíases, que acontecerá no período de 18 a 22 de março. Esse evento faz parte do Plano Integrado de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde.

A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, explicou que durante o encontro, com início previsto para as 8h30, será repassado aos participantes o informe técnico da campanha. “Nesse momento, é de fundamental importância o alinhamento das estratégias para sua execução, considerando a competência de cada esfera de gestão e parceiros. A SES, por meio das áreas técnicas da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, coloca-se à disposição para maiores esclarecimentos por parte dos municípios envolvidos”, destacou Talita Tavares.

Ao todo, 20 municípios vão participar da campanha. São três municípios prioritários para hanseníase –  João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras – e 17  para geohelmintiase – Alhandra, Araruna, Cacimba de Dentro, Cacimbas, Cajazeirinhas, Tacima, Casserengue, Damião, Gado Bravo, Imaculada, Itatuba, Manaira, Poço Dantas, São João Tigre, Santa Cecília, Umbuzeiro  e Vieirópolis.

Eles foram escolhidos por critérios populacional e de desenvolvimento humano dentre outros determinados pela Portaria No 2.556 de 28 de outubro de 2011, que estabeleceu repasse fundo a fundo para implantação, implementação e fortalecimento da Vigilância Epidemiológica destes agravos para o ano de 2012.

A  Gerência Executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES) já concluiu o planejamento da Campanha cuja  meta é investigar os sinais e sintomas da hanseníase em  70%  dos escolares; tratar 90% dos escolares (população alvo)  com idade entre 5 e 14 anos para geohelmíntiases e realizar, no mínimo,  80% do  tratamento dos casos positivos e de seus contatos de acordo com as normas padronizadas pelo Ministério da Saúde.

No caso da campanha para geohelmintíases, o público alvo será os estudantes de 5 a 14 anos da Rede Pública de Ensino Fundamental que é considerada a faixa etária mais vulnerável à doença.  Talita Tavares explica que, por meio da campanha, será possível fazer a detecção rápida da doença, o que possibilita o tratamento mais rápido e eficaz do agravo. Os casos suspeitos de hanseníase serão encaminhados à rede básica de saúde para confirmação e tratamento. “Uma vez identificado um caso em uma criança ou adolescente, se faz necessário desencadear ações de vigilância epidemiológica para identificação de novos casos na comunidade”, explicou.

A Campanha também tem como objetivo reduzir a carga dos geohelmintos (parasitas intestinais conhecidos como lombrigas, que causam anemia, dor abdominal e diarreia), que podem prejudicar o desenvolvimento e o rendimento escolar da criança. As atividades da Campanha incluem, ainda, mobilização e orientações para os professores e escolares, subsidiadas por material didático confeccionado para esse fim.

Para o tratamento da geohelmintíases, o Governo Federal já disponibilizou para o Estado o medicamento Albendazol 400mg. Esse remédio será repassado à Assistência Farmacêutica das Gerências  Regionais de Saúde e será administrado por meio do Programa Saúde na Escola.  Talita Tavares explicou que a oferta e a supervisão do tratamento de geohelmintos nos escolares serão realizadas por profissionais de saúde da área de abrangência das unidades básicas. 

Sobre as Doenças

Hanseníase: É uma doença infecciosa, crônica, causada pelo Mycobacterium leprae que acomete principalmente a pele e os nervos periféricos. É preciso observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam; mas que causam a sensação de formigamento e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque. 

Geohelmintíases: Grupo de doenças parasitárias intestinais que acometem o homem e são causadas principalmente pelo Ascaris lumbricoides, Trichuristrichiuria e pelos ancilostomídeos. Esses helmintos, transmitidos por meio do solo, causam morbidade e, às vezes, até a morte, porque afetam a situação de nutrição e os processos cognitivos.