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25 de outubro de 2013

Saúde comemora a erradicação da paralisia infantil no país



Nessa quinta-feira (24), a Secretaria de Estado da Saúde comemorou o Dia Internacional de Mobilização e Divulgação da Paralisia Flácida e Aguda (PFA), com a erradicação da poliomielite ou paralisia infantil, que é uma doença caracterizada por um quadro clássico de paralisia flácida de início súbito.

Até o final da década de 70 a pólio era uma doença endêmica no Brasil, com ocorrência de casos e surtos em todas as regiões do país. O último caso no Brasil ocorreu no município paraibano de Sousa, em 1989. Em outubro de 1994, o Brasil recebeu o certificado de erradicação da pólio. Desde então, o país assumiu o compromisso de manter altas coberturas vacinais, de forma homogênea e uma vigilância epidemiológica ativa, capaz de identificar imediatamente a reintrodução do polivírus (causa a pólio), e adotar medidas de controle capazes de impedir a sua disseminação.

Os critérios para inclusão de um caso no Sistema de Vigilância Epidemiológica das PFAs devem ser investigados. Todo caso de deficiência motora flácida, de início súbito: em pessoas menores de 15 anos, independente da hipótese diagnóstica de poliomielite; em pessoas de qualquer idade, que apresentam hipótese diagnóstica de poliomielite; indivíduo de qualquer idade com história de viagem para países com circulação de polivírus nos últimos 30 dias ou contato no mesmo período com pessoas que viajaram para países endêmicos que apresentem Hipótese Diagnóstica (HD) de poliomielite e todo caso de Paralisia Flácida Aguda (PFA) deve ser investigado até 48 horas após seu conhecimento. 

 As ações da Vigilância Epidemiológica para garantir os indicativos das PFAs são: vigilância ativa das PFAs; todos os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados à Secretaria de Saúde Municipal para desencadeamento das ações de Vigilância Epidemiológica; busca ativa de casos diariamente ou semanalmente nas unidades de saúde; coleta de 2 amostras de fezes até o 14º dia; ações de educação e saúde; investigação dos casos em até 48 horas após o conhecimento e coberturas vacinais adequadas contra a pólio. 

A Secretaria de Estado da Saúde faz o acompanhamento dos agravos neurológicos com essas PFAs: acompanha a coleta de fezes e envia para a FioCruz. Segundo a farmacêutica da Vigilância Epidemiológica da SES, Arlete Mayer, é importante que os casos sejam notificados para que não haja uma reintrodução do vírus no país. “Caso isso aconteça, com a notificação, no tempo correto, será possível observar os sintomas a tempo para agir”, falou. 

Modo de transmissão: a transmissão ocorre principalmente por contato direto de pessoa a pessoa. A boca é a porta de entrada do polivírus, fazendo-se a transmissão pelas vias fecal-oral ou oral-oral, esta última através de gotículas de muco da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). As más condições habitacionais, a higiene pessoal precária e o elevado número de crianças numa mesma habitação constituem fatores que favorecem a transmissão do polivírus. 

Período de Incubação: o período de incubação é geralmente de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. 

Período de Transmissão: pode iniciar antes do surgimento das manifestações clínicas. Em indivíduos suscetíveis a eliminação do vírus se faz pela orofaringe por um período de cerca de uma semana, e pelas fezes por cerca de seis semanas, enquanto que, nos indivíduos reinfectados, a eliminação do vírus se faz por períodos mais reduzidos. 

Suscetibilidade e Imunidade: todas as pessoas não imunizadas são suscetíveis de contrair a doença. A infecção natural ou a vacinação conferem imunidade duradoura ao tipo específico de polivírus responsável pelo estímulo. Embora não desenvolvendo a doença, as pessoas imunes podem reinfectar-se e eliminar o polivírus ainda que em menor quantidade e por um período menor de tempo.