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Saúde capacita profissionais para aplicação da vacina contra meningite

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 - 19:59 - Fotos: 
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) realiza nesta terça-feira (18) uma capacitação para a aplicação da Vacina meningocócica C Conjugada. O treinamento acontece das 8h30 ao meio dia, no Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-RH) e será destinado aos coordenadores de imunização e de Vigilância Epidemiológica dos 25 municípios paraibanos que compõem a 1ª Regional de Saúde, com sede em João Pessoa.

Em 2010, a SES registrou apenas um caso da doença na cidade de Bernardino Batista. Já em 2009, foram seis casos registrados nos municípios de João Pessoa, Cacimba de Dentro, Caldas Brandão, Caraúbas, Poço Dantas e Rio Tinto.

A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Júlia Vaz, explicou que após a capacitação haverá uma reunião com todos os chefes dos núcleos regionais de saúde para discutir e elaborar o calendário de todas as capacitações para que até o final do mês de março a vacina esteja sendo aplicada em todos os municípios paraibanos. “Nosso estoque dispõe de 59 mil doses da vacina que deveria ter sido aplicada desde o ano passado, o que não aconteceu”, afirmou Julia Vaz.

Já na quarta-feira (19), a vacina começar a ser administrada na rede pública de saúde. Esse ano, as doses serão aplicadas em crianças entre três meses e menores de dois anos e em 2012 a imunização será administrada em todas as crianças menores de um ano.
A vacina dever ser aplicada via intramuscular profunda e pode ser administrada simultaneamente com outros imunizantes que fazem parte do calendário básico vacinal.

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana aguda, e pode acometer pessoas de qualquer faixa etária. No entanto, é mais comum em crianças menores de 5 anos de idade, principalmente naquelas com menos de 1 ano de vida. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça intensa, vômito, prostração, convulsão e dificuldade de movimentar o pescoço.

A transmissão acontece por meio do contato da saliva da pessoa doente com os órgãos respiratórios de um indivíduo saudável, levando a bactéria para o sistema circulatório e pode deixar sequelas, como dificuldade de aprendizado (no caso das crianças), paralisia cerebral e surdez.