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28 de março de 2016

Saúde adia capacitação em medidas de prevenção e controle da esquistossomose em Lucena



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) adiou para o próximo dia 5 de abril, das 8h às 16h30, a atualização em medidas de prevenção e controle, análise epidemiológica e operacional da esquistossomose, em Lucena. A capacitação, que estava prevista para ocorrer nesta terça-feira (29), também abordará a parte clínica, assim como diagnóstico e tratamento da doença.

A atualização será realizada por profissionais da Gerência Operacional de Vigilância Ambiental e da 1ª Gerência Regional de Saúde, através do Programa de Controle da Esquistossomose. Cerca de 60 profissionais de nível médio e superior da Vigilância em Saúde e da Atenção Básica de Lucena participarão do evento.

“Lucena é um dos cinco municípios de maior importância epidemiológica para a esquistossomose no Estado da Paraíba. É um município em que todo ano há um trabalho de parceria entre o Ministério da Saúde e SES, através da 1ª GRS e do próprio município, realizando busca ativa de casos, casa a casa, diagnóstico de positivos para o verme Shistosoma mansoni e tratamento, a fim de evitar formas graves e óbitos ocasionados por essa doença quando não diagnosticada e tratada adequadamente”, explicou o médico do Programa de Controle da Esquistossomose, Antônio Bernardo Filho.

Esquistossomose – É uma doença de veiculação hídrica causada pelo verme Shistosoma mansoni, que possui ciclo evolutivo no meio ambiente (em caramujos infectados encontrados em água doce).  O homem pode contrair a doença ao ter contato com a água contaminada caracterizando assim o ciclo evolutivo do verme no ser humano.

Para a prevenção da doença, deve-se evitar o contato com águas contaminadas pelo verme, em particular nas horas mais quentes do dia. O diagnóstico se faz por meio de exame de fezes e o tratamento com comprimidos de Praziquantel. A doença tem cura, mas é importante fazer o diagnóstico precoce para evitar formas graves e óbitos.

O atendimento dos pacientes é feito a partir das unidades básicas de saúde. Em caso de sintomas (febre, dor de cabeça, diarreia e dor abdominal), com registro de contato com água contaminada, a população deve procurar imediatamente o posto de saúde mais próximo de casa.