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Salão de Artesanato começa nesta quinta e destaca criações em fibra

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 - 09:00 - Fotos:  Secom/PB

Chapéus, redes, esteiras, cestas e vários objetos de decoração produzidos em fibras. Esses são alguns destaques que os visitantes do 19ºSalão de Artesanato da Paraíba poderão conferir, a partir desta quinta-feira (19), no Jangada Clube, na orla de João Pessoa. A abertura oficial do evento acontece às 17h. Com o tema “Nossa Arte tem Fibra”, a mostra vai abordar a riqueza e diversidade das fibras vegetais encontradas desde o coqueiro, até a palha da bananeira, milho e da carnaúba.

O tema desta edição remete à força dos nossos artesãos, que são responsáveis por fortalecer e promover a nossa cultura, resgatando tradições e firmando a manutenção da nossa autenticidade, mesmo quando há reinvenção de conceitos como o que aconteceu através da capacitação das artesãs marisqueiras, que produziram peças modernas com design inspirado nas nossas formações marinhas, a exemplo dos corais. Neste Salão, vamos ver o produto dessa e de outras capacitações que estamos investindo e desenvolvendo antes do Selo de Artesanato da Paraíba, cujo edital já foi lançado a fim de garantir a qualidade e destacar o diferencial do artesanato paraibano”, observou a coordenadora geral do Programa de Artesanato da Paraíba (PAP), primeira-dama Pâmela Bório.

O artesanato é hoje uma atividade que garante ocupação e renda para milhares de famílias que tinham apenas a pesca como meio de sustento. A região do Curimataú, por exemplo, foi um dos maiores produtores regionais do sisal e, atualmente, várias instituições tentam resgatar essa cultura que fez e faz parte da vida de muitas famílias”, revelou a gestora do Programa, Ladjane Barbosa. Ela acrescenta que a inovação tecnológica e a capacitação possibilitam a muitos jovens e adultos adquirirem ocupação e renda produzindo objetos de beleza e valor cultural.

Através do incentivo do Governo do Estado, em parceria com o Sebrae, o Programa de Artesanato completa 10 anos de existência e atinge 86% dos municípios considerados polos representativos do artesanato paraibano. São mais de 6 mil artesãos espalhados por 130 municípios que, de modo crescente, vêm ocupando lugar de destaque no cenário nacional.

A diversidade de técnicas aliadas à preservação de características histórico-culturais é evidente na riqueza e originalidade do material produzido, revelando arte através do fazer artesanal que emprega materiais típicos de cada região como forma de cultivar e manter vínculos com as suas raízes e traços da história, das crenças, dos costumes e das tradições que remontam a formação étnica e sócio-cultural do Estado.

Artesanato Indígena – O artesanato indígena é a única expressão genuinamente brasileira do segmento, ou seja, que não foi trazida por outros povos. Cestaria, cerâmica, adornos e enfeites como bijuterias, saias e cocares feitos em fibras vegetais, sementes e quengas de coco são as peças produzidas por nossos índios que, até os dias atuais, utilizam os mesmos costumes e técnicas dos ancestrais.

Na Paraíba, os índios-artesãos encontram-se nas Aldeias de São Francisco, Galego, Tramataia e Aldeia Forte, que fazem parte dos municípios de Baía da Traição, Rio Tinto e Marcação.

Durante o Salão de Artesanato da Paraíba, os visitantes poderão conferir um espaço especial indígena em uma grande oca. O local foi ambientado com utensílios, comidas, objetos de caça, publicações e orientação da cultura feitas pelos próprios indígenas da Baía da Traição. Já na parte externa, jangadas também estarão expostas.

Mudança de vida – A maioria dos artistas que estão expondo no Salão tem no artesanato a sua única fonte de renda, como exemplo, a artesã Maria das Neves Paiva (Nevinha), de Itabaiana. “Produzo cerâmica natural e preta e tive meu trabalho divulgado aqui. Somente com o Programa, os artistas paraibanos estão sendo conhecidos e reconhecidos em todo o Brasil. Agora, exporto meus produtos para França e Portugal e não temos problemas com a comercialização”, comemora.

O artesão Emanoel Menezes Moura (Nezinho), de João Pessoa, produz trabalhos em madeira com a técnica de marchetaria. “O programa do Governo foi tudo para mim. Antes eu trabalhava no anonimato, agora estou sendo divulgado e o que é mais importante: vendendo o que produzo”, enfatizou.

Funcionamento – O Salão vai funcionar diariamente das 15h às 22h, até o dia 26 de janeiro. As exceções são para os dias 24, 25 e 31 dezembro, bem como para o dia 1º de janeiro, quando o evento será fechado para as festas de final de ano. A visitação é gratuita.