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26 de julho de 2012

Salão de Agricultura empolga produtores atendidos pelo Cooperar



projeto-cooperar-Carlão-negociandoO volume de negócios gerado com o Salão de Agricultura da Paraíba, encerrado na quarta-feira (25), em João Pessoa, surpreendeu os participantes. “A gente não esperava um retorno tão grande, fomos surpreendidos pela procura, da próxima vez vamos trazer mais”. A frase é do agricultor Josias Oliveira, da Associação dos Agricultores Familiares Agroecológicos de Pitimbu, e resume a demanda de clientes e a quantidade de produtos comercializados no evento.

Josias foi um dos produtores atendidos pelo Projeto Cooperar que participaram do Salão. Ao todo, cerca de 50 trabalhadores do campo, ligados ao Cooperar, movimentaram a programação, no Espaço Cultural.

Na banca de Josias, com hortaliças, raízes e ervas medicinais, também estava a agricultora Aldenice dos Santos. “Dos 200 kg de macaxeira que vieram não sobrou nada”, comemora a agricultora. “Foi embora tudo: coentro, alface, pimenta”, completa. Para a dupla de produtores, seria bom ter mais eventos desse tipo. “O pensamento agora é no próximo evento, com objetivo de trazer mais produtos e mais agricultores”, planeja Aldenice.

A associação possui 34 famílias, todas da comunidade Taquara, em Pitimbu. A maior parte dos componentes é formada por mulheres.

Carlos Antero, o Carlão, representou a CooperVida (Cooperativa Agrícola Mista dos Produtores Rurais do Assentamento Nova Vida de Pitimbu) e também era só alegria. “Só não vendi mais porque não trouxe”, lamenta o agricultor. Nos três dias de Salão, ele comercializou inhame, macaxeira e feijão verde.

projeto-cooperar-Josias-e-AldeniceA CooperVida tem 200 famílias integradas nos projetos de agricultura irrigada familiar, financiados pelo Cooperar. O foco da produção é na agricultura orgânica. “As pessoas estão cada vez mais conscientes de que os produtos orgânicos são mais saudáveis e devem ser consumidos no lugar dos convencionais, que levam agrotóxicos. A quantidade de clientes só aumenta”, disse.

Para o gestor do Projeto Cooperar, Roberto Vital, o Salão de Agricultura se firmou como uma oportunidade de intercâmbio entre os agricultores e os técnicos do Projeto. “Em eventos como esse vemos como é importante o apoio do Governo do Estado, no sentido de desenvolver o trabalho no campo. Vimos aqui o efeito do apoio do Cooperar, o que nos dá mais estímulo para ampliar os investimentos na zona rural”, avalia.

APL – Entre os agricultores participantes, alguns pertencem aos Arranjos Produtivos Locais (APL), dos municípios de Areia, Lucena, Princesa Isabel, Puxinanã, Salgado de São Félix, Queimadas, Campina Grande, Alagoa Nova, Natuba, Matinhas e Pocinhos. Eles levaram produtos, como: plantas ornamentais, cocada, beiju, tapioca, mel, algodão colorido, polpa de fruta, entre outros. No encerramento do Salão, o governador Ricardo Coutinho liberou R$ 1,5 milhão para os APL, através de convênio com o BNDES.

Palestras – Além da participação direta, comercializando produtos, os agricultores realizaram palestras sobre as experiências vivenciadas no processo de execução das atividades no campo, a exemplo da Cooperativa de Produtores Rurais de Alagamar, que apresentou o tema: “A experiência em feiras da agricultura familiar”. A comunidade Taquara, de Pitimbu, apresentou o tema: “A importância da certificação no processo de comercialização de produtos agroecológicos”. Técnicos do Cooperar também ministraram palestras, como: “Tecnologias apropriadas à produção agroecológica” e “Construção de cisternas de tela de alambrado”.

Livro – O Salão de Agricultura ainda marcou o lançamento do livro “O método ITOG e a renda: a experiência do Projeto Cooperar”, do engenheiro agrônomo Francisco de Assis Melo. O método leva em consideração as variáveis; investimento, tecnologia, organização e gerenciamento, como forma de contribuir com a discussão e a implementação dos subprojetos financiados pelo Cooperar.

O método permite que famílias beneficiadas, técnicos e parceiros aprofundem o debate sobre obtenção de renda. “A nossa sensação é de estar contribuindo para que a renda do trabalhador melhore, não só na agricultura, mas no artesanato, nos projetos associativos e em outras áreas ligadas direta ou indiretamente à zona rural”, explica o autor.