João Pessoa
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Ruas abertas e pavimentadas viabilizam construção do Trevo de Mangabeira

quinta-feira, 5 de junho de 2014 - 18:18 - Fotos:  Roberto Guedes / Secom-PB

Mais de 20 ruas nas imediações da obra do Trevo de Mangabeira já receberam intervenções do Governo do Estado. O objetivo é desviar o trânsito para dar continuidade aos trabalhos de construção do equipamento, que custará quase R$ 22 milhões em recursos estaduais. Atualmente, estacas de contenção de barreira estão sendo cravadas no solo para garantir a segurança durante a escavação da Avenida Hilton Souto Maior e do acesso às alças laterais.

Como ressaltou o diretor de Obras do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado da Paraíba (DER-PB), Hélio Paredes Cunha Lima, as intervenções nas ruas foram necessárias para garantir o fluxo de automóveis que passa pela Zona Sul. “Precisaremos desviar o tráfego que passa pelo local onde será erguido o viaduto. O próximo passo é fazer a sinalização desses desvios e desenvolver um trabalho de educação de trânsito com a população. Só depois disso é que vamos isolar tudo e começar a construção, que será feita por etapas”, explicou.

­­Hélio Cunha Lima também disse que os trabalhos atuais estão concentrados na preparação do terreno para as escavações. “As estacas estão sendo cravadas no solo. Essa é uma forma de evitar qualquer desmoronamento durante a escavação que será feita para rebaixamento da Avenida Hilton Souto Maior e das alças que interligam os acessos do trevo”, afirmou. “O projeto prevê que quem vem pela Hilton Souto Maior passará por debaixo do viaduto se quiser seguir em frente. E o viaduto vai interligar por cima a avenida Josefa Taveira, em Mangabeira, e a Walfredo Brandão, nos Bancários”, esclareceu.

Ainda de acordo com informações do DER-PB, outras ações estão previstas além da abertura e pavimentação das ruas do entorno: terraplenagem para rebaixamento da Avenida Souto Maior; e implantação das alças laterais do Trevo de Mangabeira e ainda construção de viaduto em concreto protendido; pavimentação asfáltica das pistas de rolamento; sistema de drenagem para as águas profundas e superficiais; iluminação ornamental; calçadas para pedestres, ciclovias; paisagismo; e sinalizações vertical e horizontal.

Expectativa – Enquanto a população assiste à aceleração das obras, a expectativa de pedestres, motoristas e usuários de transportes urbanos é de melhorias. O caminhoneiro Geraldo Sérgio Marques, de 52 anos de idade, será um dos beneficiados. Segundo ele, o grupo de motoristas profissionais que trabalha na região está satisfeito com o projeto. “É um benefício para o bairro como um todo. Será bom porque proporcionará um melhor fluxo de veículos. Nós conversamos com o próprio governador para garantir nosso espaço de estacionamento, porque toda a cidade sempre procurou nossos fretes aqui. Afinal, pagamos impostos e geramos muito emprego”, observou.

O estudante Gilvando Lucas Barbosa Melo Vieira, 21, acredita que a arquitetura do trevo estimulará a retirada rápida de veículos em caso de colisões. “O trânsito aqui é engatado, ou seja, os próprios motoristas atrasam mais ainda o fluxo. Isso porque durante pequenas batidas ficam esperando o órgão de trânsito na própria pista. Mas, com esse formato de trevo que está sendo construído o fluxo de veículos vai ser mais rápido e os órgãos terão que ser mais ágeis para limpar a pista, como acontece nas cidades grandes”, previu.

Atualmente, Amanda Machado, 22, chega a gastar uma hora e 45 minutos para se deslocar de ônibus da Avenida Josefa Taveira até a UFPB no início da noite. Ela acredita que com o trevo esse tempo será reduzido consideravelmente. “Trabalho em Mangabeira, moro nos Bancários e estudo na UFPB. Além dos ônibus demorarem bastante para chegar à parada, o fluxo de veículos é muito lento. Com o trevo, a mobilidade ficará bem melhor para quem vem, por exemplo, do Valentina e de Mangabeira”, comentou.

Mobilidade – A implantação do Trevo de Mangabeira faz parte das obras de mobilidade urbana da Região Metropolitana de João Pessoa, dentro do Programa Caminhos da Paraíba. As demais intervenções são a duplicação e recapeamento da Avenida Cruz das Armas, a construção do Viaduto do Geisel, instalação de duas passarelas na BR-230 (beneficiando as comunidades de Boa Esperança e Renascer) e a pavimentação e urbanização da Perimetral Sul.

O Binário de Bayeux, que já foi concluído e está em operação, é outra ação de mobilidade urbana da região Metropolitana da Capital. Todas essas obras correspondem a um montante de R$ 75 milhões de investimentos, sendo a maioria do Governo do Estado e R$ 15,5 milhões federais.

Além da Grande João Pessoa, outras regiões do Estado, polarizadas por cidades populosas, foram beneficiadas com ações de mobilidade urbana. Entre elas estão Campina Grande, Patos e Cajazeiras.