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Ricardo entrega galpão para cooperativa de reciclagem em Campina Grande

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015 - 09:30 - Fotos:  Secom-PB/ Francisco França

O governador Ricardo Coutinho entregou, nessa quinta-feira (17), um galpão para triagem e armazenamento de produtos coletados pela Cooperativa de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis de Campina Grande (Catamais). A cessão do imóvel, localizado no Distrito Industrial de Velame, beneficia várias famílias de associados que, desde 2008, buscavam uma sede própria. A Cooperativa atualmente retira das ruas aproximadamente 10 toneladas de material por mês.

O galpão, construído pela Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), tem 165 metros quadrados de área construída e 2,5 mil metros de área total, contando com infraestrutura elétrica, hidráulica e banheiros. A entrega do equipamento faz parte da programação do Mês da Economia Solidária, realizada pela Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Economia Solidária (Sesaes), do Governo da Paraíba. O projeto também conta com o apoio da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Núcleo de Tecnologias Sociais da UEPB, Centro de Ação Cultural (Centrac).

Na solenidade realizada no próprio galpão, Ricardo entregou à presidente da Catamais, Maria de Lourdes Bezerra, o contrato de comodato do imóvel e destacou a importância da ação que envolveu diversos órgãos do Governo com o intuito de desenvolver o conceito de economia solidária. “É importante porque inclui vários setores na produção e, ao mesmo tempo, consegue dar apoio a uma ideia que precisa avançar: a ideia da sustentabilidade. A reciclagem tem um papel fundamental por conta da questão ambiental e sua lógica de produção inclusiva”, afirmou.

Maria de Lourdes lembra que desde a fundação da Catamais, em 2008, os catadores buscavam um espaço próprio para armazenamento e triagem do material coletado. Sem o equipamento adequado, a produção nem sempre alcançava o patamar desejado e os cooperados não conseguiam uma renda satisfatória. “Com a união de todos, conseguimos um lugar para que a gente possa trabalhar tranquilamente sem medo de despejo”, comemorou.

Para o diretor de operações da Cinep, Thompson Mariz, o investimento busca garantir mais cidadania a pessoas em situação de vulnerabilidade. “É um projeto que consegue resgatar pessoas que estão à margem da sociedade e promove a união para o trabalho de forma associada, garantindo a plena cidadania para essas pessoas”, comentou.

Parcerias – Os catadores separam e vendem todo o material coletado em empresas e residências. A empresa parceira doa à Cooperativa todo ou parte do material reciclável (papel, plástico, metal, alumínio e vidro) que descarta da produção. A doação pode acontecer semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, dependendo da quantidade de material gerada. Cada empreendimento parceiro recebe o selo Catamais, reforçando a importância de atividades que promovam a preservação ambiental.

Sem dispor de um espaço próprio, a cooperativa foi impedida de receber vários apoios que possibilitassem o melhor aproveitamento das potencialidades do trabalho coletivo, especialmente quanto a uma política de comercialização.

A secretária executiva de Segurança Alimentar e Economia Solidária, Ana Paula Almeida, destacou que o novo galpão vai possibilitar o aumento da produção e renda da Cooperativa. “A melhoria da estrutura física vai promover o aumento da produção. É uma ação que garante melhores condições de trabalho e valoriza o trabalho coletivo, pois trabalhando em grupo será possível coletar uma quantidade muito maior de material e vender para empresas maiores”, observou.

Economia solidária – Economia solidária é um processo diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para eliminar vícios que comprometem o bom exercício da cidadania, como: exploração da força de trabalho, obter vantagens indevidas e a destruição do meio ambiente. É um modelo de desenvolvimento alternativo, visto como uma estratégia de enfrentamento às diversas situações de exclusão social e produtiva dos trabalhadores que se encontram em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.