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Ricardo defende validação do diploma de médicos brasileiros formados no país

quarta-feira, 21 de setembro de 2011 - 11:38 - Fotos:  Secom-PB

O governador Ricardo Coutinho foi recebido, na tarde dessa terça-feira (20), pelo diretor da Escola Latino Americana de Ciências Médicas, em Havana, Juan Carlizo. No encontro, ele discutiu sobre a formacão médica da instituição e a cooperação em pós-graduação na Paraíba. A escola já formou mais de 400 médicos brasileiros, dentro de uma proposta humanista e comprometida com o atendimento de qualidade.

Acompanhado da reitora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Marlene Alves, da secretária de Planejamento de João Pessoa, Estelizabel Bezerra, Ricardo Coutinho conheceu os programas desenvolvidos pela instituição para a formação de profissionais de 20 países comprometidos com a atenção básica de saúde. O governador também conversou com uma comissão de estudantes que luta pela validação do diploma no Brasil.

O reitor Juan Carlizo disse que trabalhará para a integração e a unidade com o Governo da Paraíba, para que os médicos formados pela instituição tenham seus títulos validados e possam ajudar a construir uma saúde mais humanitária e com atenção de qualidade. Segundo ele, há cerca de 300 médicos brasileiros formados em Cuba que ainda não conseguiram validar seus diplomas no Brasil.

Ricardo Coutinho defendeu a criação de mecanismos que possibilitem, aos médicos brasileiros formados em Cuba, a validação de seus diplomas no país natal, e ressaltou: “Tenho profundo respeito pelos profissionais da área de saúde porque sei da sua importância, mas entendo, assim como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que é preciso oferecer saúde humanizada e de qualidade ao povo. Não podemos continuar com unidades de saúde sem médicos, pela falta de profissionais disponíveis. Precisamos suprir os espaços vagos na nossa rede de saúde”.

De acordo com o governador, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço importante, por oferecer os serviços de saúde básica e de alta complexidade de forma gratuita para toda a população, mas possui dificuldades em sua organização e na falta de profissionais médicos, principalmente para a atenção básica e a pediatria.

Cooperação – A reitora Marlene Alves disse que a UEPB tem buscado parcerias com várias universidades do mundo. “Confiamos em futuras parcerias com a Escola de Medicina e a Faculdade de Ciências Políticas. Pretendemos ampliar a relação com Cuba no espaço acadêmico”, destacou.

Segundo ela, a visita a Cuba tem sido muito importante, pela abertura de perspectiva de cooperação na área de pós-graduação.  “As universidades brasileiras não podem mais se limitar a discutir e se comunicar apenas internamente. Precisamos de interlocução dentro e fora do Brasil”, disse.

Para o reitor Juan Carlizo, a proposta da UEPB, de promover a formação das especialidades necessárias à Paraíba em Cuba, é muito positiva.