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Ricardo Coutinho afirma que Campus Festival tem uma simbologia muito grande, pela ousadia

sábado, 21 de novembro de 2015 - 14:14 - Fotos:  Augusto Pessoa

“O grande problema do mundo atual, penso eu, é a ausência de debate. Mas debate sadio, debate de ideias, debate que abra novas perspectivas, para se perceber um mundo diferenciado. E eu acho que esse grande encontro aqui aponta para isso”. As palavras são do governador Ricardo Coutinho, ao se referir, na noite de sexta-feira (20), ao Campus Festival, cuja terceira edição está acontecendo no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa.

O Campus foi apresentado ao governador pelos diretores do evento, o administrador Will Fonseca e o publicitário Tiago Quirino, que explicaram em detalhes o conceito, o objetivo e a logística do Festival, promovido pela Luz Criações, em parceria com a Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc). Na ocasião, Ricardo estava acompanhado da presidente da Funesc, Márcia Lucena, e do secretário da Juventude, Esportes e Lazer, Tibério Limeira.

Ricardo afirmou que o mundo e a vida vivem de boas ideias, e se transformam por meio delas. Às vezes, segundo ele, ideias até bem simples, mas profundamente ousadas. E acrescentou que, para ele, o Campus tem uma simbologia muito grande, no que diz respeito à ousadia, principalmente pelo fato de ser produzido por pessoas de uma faixa etária que não tem controle sobre as grandes formas econômicas de produção.

“No entanto, mesmo sendo um segmento jovem, ele consegue articular-se, de baixo para cima, preservando a qualidade, seja no debate, no diálogo, nas expressões artísticas, na ciência, na tecnologia ou na gastronomia, que também é um setor muito importante, para se buscar qualidade”, prosseguiu o governador. “E, ao mesmo tempo, o evento preenche o grande vazio a que me referi antes, que é o vazio do debate”, completou.

A estrutura do Campus Festival agradou ao governador, principalmente pelo fato do evento abrir novas oportunidades de debate e diálogo sobre problemas da atualidade, que ele considera salutar, para a sociedade. “Eu gosto muito dessas coisas que estão acontecendo, e é por isso que a Funesc, mais do que nunca, entrou de cabeça no evento, porque percebeu uma energia boa, uma energia positiva, circulando na cidade”, sublinhou.

Espaço Cultural

O fato de o Campus Festival estar sendo realizado no Espaço Cultural também mereceu uma avaliação positiva do governador. Ele citou o investimento de R$ 50 milhões, realizado pelo Governo do Estado, na reforma, revitalização e modernização do Espaço Cultural. E elencou as principais obras, como, por exemplo, a transformação do antigo Cine Bangüê em Sala de Concertos, a reforma do Teatro Paulo Pontes e as novas Salas de Dança.

Ricardo chamou atenção para o fato dos investimentos do Governo do Estado não se limitarem apenas ao Espaço Cultural, mas a todos os equipamentos públicos de Cultura da Paraíba. “Se observarem bem, na nossa primeira gestão nós fizemos intervenções em todos os equipamentos, inclusive inauguramos o maior teatro do Brasil”, acentuou, referindo-se ao Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções de João Pessoa.

O governador disse, ainda, que ele e sua equipe haviam se preparado para conseguir incluir a Cultura não só na agenda política, mas na agenda econômica, dentro de uma lógica moderna de promoção dos bens simbólicos. “É claro que não temos dinheiro sobrando, embora tenhamos ampliado o FIC (Fundo de Incentivo à Cultura), mas as coisas estão ocorrendo bem melhor do que ocorriam anteriormente”, assinalou.