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15 de dezembro de 2015

Ricardo apresenta Plano de Combate ao Mosquito Aedes Aegypti nesta quarta



Prevenir e eliminar os criadouros do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus e prestar assistência à população são os principais objetivos do Plano de Combate ao Aedes Aegypti, que o governador Ricardo Coutinho lança, nesta quarta-feira (16), às 14h, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira do Espaço Cultural. O ato contará com a presença do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, da secretária de Estado da Saúde, Roberta Abath, e demais auxiliares do Governo do Estado.

De acordo com a gerente executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), Renata Nóbrega, o plano tem o objetivo de traçar estratégias de prevenção e de combate ao mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, além de oportunizar assistência adequada às gestantes e crianças.

“O plano de combate ao Aedes Aegypti tem por principal objetivo trabalhar a prevenção e eliminação dos criadouros do mosquito, assim como prestar assistência à população paraibana que venha a desenvolver alguma das doenças relacionadas ao mosquito”, disse. Renata ressaltou ainda que as ações serão intersetoriais, desenvolvidas em parceria com o Exército, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil, Secretariais Municipais de Saúde, Ministério Público e entidades da sociedade civil, com o objetivo de fazer o monitoramento e trabalhar a prevenção e eliminação dos criadouros do Aedes Aegypti.

O Plano é uma das ações previstas a partir do Decreto de Situação de Emergência (nº 36.426), publicado no último dia 5 de dezembro, no Diário Oficial do Estado, em decorrência da incidência anormal de casos de microcefalia na Paraíba e também logo após o Ministério da Saúde ter decretado estado de emergência no Nordeste, devido à ocorrência do aumento do número de casos suspeitos de microcefalia.

O Plano será coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), e desenvolvido em todo estado em parceria com as Secretarias de Estado e municipais de diversas pastas e é centrado em cinco eixos. “O Plano consta de cinco eixos que vão trabalhar o controle vetorial como principal peça na prevenção das doenças, a vigilância epidemiológica, a parte da assistência ao paciente, mobilização, gestão e comunicação. No outro ponto, que é a iniciação científica, faremos um trabalho de apoio com a população junto às universidades e instituições de ensino superior da Paraíba, para que sejam desenvolvidas e estimuladas a pesquisa nessa área. É importante lembrar que a população precisa se envolver na eliminação dos criadouros. O mosquito Aedes Aegypti pode matar, e por isso ele não pode nascer”, explicou Renata Nóbrega.

Eixos – Os eixos do Plano de Combate ao Aedes Aegypti  são:

1º eixo – Controle Vetorial: Considerada a principal ação para prevenir os registros das doenças transmitidas pelo mosquito, com diversas ações de vigilância, entre elas, o fumacê e a qualificação de agentes comunitários de endemias (ACE), além da participação do Exército Brasileiro,  que foi acionado para reforçar o contingente operacional nas ações de combate ao Aedes Aegypti;

2º eixo – Assistência ao paciente com suspeita de Dengue, Chikungunya, Zika vírus e dos outros agravos associados (Síndrome de Guillain Barré, microcefalia): Serão promovidas qualificações dos profissionais de saúde de todas as quatro macrorregiões do estado.

3º eixo – Vigilância Epidemiológica: Prevê o monitoramento das investigações dos casos suspeitos de microcefalia e síndrome de Guillain Barré e das notificações de dengue, chikungunya e zika vírus. O Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) auxiliará nos diagnósticos.

4º eixo – Gestão: Responsável pelas promoções de campanhas publicitárias e de reuniões com os secretários municipais em parceria com o Ministério Público e também do comitê da dengue;  comunicação e mobilização social.

5º eixo – Pesquisa: Em parceria com instituições de ensino e pesquisa com o incentivo a pesquisas científicas relacionadas às doenças transmitidas pelo Aedes e possíveis associações,  como a Microcefalia e Síndrome de Guillain Barré.