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Ricardo anuncia ações para manter tradição do povo cigano em Sousa

sábado, 25 de maio de 2013 - 13:09 - Fotos:  Kleide Teixeira/Secom-PB

 

O Governo do Estado vai apoiar as comunidades ciganas de Sousa na manutenção das suas tradições. A parceria foi anunciada pelo governador Ricardo Coutinho para gestão pactuada do Centro Calon de Desenvolvimento Integral (CCDI) durante evento na comunidade cigana do Sertão Paraibano – a maior do país –, no dia da padroeira, Santa Sara Kali.

Aproximadamente 55 famílias serão beneficiadas com a medida, que terá como função principal manter a tradição dos costumes, hábitos e língua cigana. Além de promover o desenvolvimento de seu povo, com possibilidades de reunir as lideranças, realizando eventos e cursos dentro do CCDI, que foi construído em 2009 e estava fechado desde 2011.

O governador comentou sobre o esquecimento da causa cigana ao longo do tempo na Paraíba e em todo Brasil, afirmando que a construção desta relação, que contará com participação, entre outras, da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, poderá ajudar os ciganos a definir políticas para manutenção dos seus valores.

“Estamos aqui para ajudar a construir uma relação positiva de crescimento. Queremos ouvir o povo cigano, contar com a fé na Santa Sara Kali e nas melhores perspectivas para o futuro para fortalecer a cultura cigana”, disse Ricardo Coutinho.

O governador anunciou que até setembro deste ano serão implantados cursos de formação para a população das comunidades ciganas. “Queremos começar com o curso de lutier, para reforma e construção de instrumentos, que pode ser um bom nicho a ser explorado, investindo na formação profissional dos jovens ciganos”, detalhou Ricardo Coutinho. Cursos da língua calon também serão ministrados no CCDI como forma de preservar a comunicação do povo cigano.

O secretário de Cultura, Chico César, destacou que a cultura paraibana tem suas bases fundadas na cultura cigana. “Não estamos fazendo algo novo, mas dando a devida importância para o povo que contribuiu com nossa identidade. Tanto quanto o povo negro e índio”, relatou.

Para a gerente estadual de Cultura Popular, Mariah Marques, a oportunidade de gestão pactuada é a forma ideal para retomada do funcionamento do CCDI. “Este espaço passou dois anos fechado, mas porque entregamos nas mãos dos ciganos sem qualquer orientação. Agora vamos corrigir isto e formar corretamente as lideranças para conseguir manter o Centro de forma autônoma com o passar do tempo”, explicou.

A realidade é transformadora para o presidente do CCDI, o cigano Francisco Coronel. “Daqui pra frente será outra realidade. Será um tempo novo, com possibilidades de valorização e crescimento. Agora vamos tirar o marasmo que existe na comunidade cigana”, declarou.