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Ricardo abre XIX Salão de Artesanato da Paraíba

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013 - 15:31 - Fotos:  Alberi Pontes/Secom-PB

O governador Ricardo Coutinho abriu, nessa quinta-feira (19) a 19ª edição do Salão de Artesanato da Paraíba. O evento acontece no Jangada Clube, na praia de Cabo Branco, em João Pessoa. Na ocasião, Ricardo também lançou oficialmente o Selo de Certificação do Artesanato Paraibano “A Paraíba em Suas Mãos”. A partir de agora, os artesãos interessados já podem se inscrever e passar pelo processo seletivo para obter o reconhecimento de excelência.

Com o tema “Nossa Arte tem Fibra”, esta edição do Salão destaca os artigos que usam as fibras vegetais como matéria-prima. O evento conta com peças de mais de 4 mil artesãos de todas as regiões do Estado. São mais de 3,5 mil metros quadrados de área, abrangendo todas as tipologias do artesanato paraibano: fios, madeira, algodão colorido, fibra, cerâmica, couro, tecelagem, brinquedo, pedra, metal, osso, artesanato indígena, cordel, xilogravura, habilidades manuais e ainda conta com um espaço que destaca a gastronomia regional.

Um evento deste porte é importantíssimo, porque estamos dando um passo adiante na construção da identidade do Estado, seja para atividade econômica do turismo, seja para nossa própria cultura. EsTe é o 19º ano, com investimento superior a R$ 800 mil e espero que o recorde de R$ 1,2 milhão em vendas, alcançado no ano passado, possa ser batido com tranquilidade, já que a cidade está cheia de turistas. O Salão é dos paraibanos e, por isso, chamamos as pessoas da terra a visitarem e fazerem aqui suas compras de Natal. A originalidade do nosso artesanato vale a pena”, afirmou o governador, que prevê um aumento de 10% no número de vendas, em relação ao ano passado.

A coordenadora do Programa de Artesanato da Paraíba, primeira-dama Pâmela Bório, destacou a inovação nos detalhes e a importância do evento para o orçamento dos artesãos. “O Salão de Artesanato da Paraíba é um dos maiores eventos de artesanato do país, inclusive na sua configuração de tamanho. Nesses mais de 3,5 mil metros quadrados de área, conseguimos colocar toda a diversidade de tipologias. Tentamos inovar a cada edição e, neste ano, estamos trazendo um mini totem para os turistas brincarem e levarem para casa, divulgando nosso artesanato também na cidade de onde vieram. Também temos um gazebo com peças conceituais, produzidas nas nossas capacitações. Todos esses detalhes fazem parte da nossa busca por superação e crescimento, tanto no número de visitantes quanto de vendas. É um investimento que faz a diferença na vida dessas pessoas. Alguns artesãos conseguem a renda do ano inteiro só no Salão. O evento, incontestavelmente, tem retorno e movimenta a economia local e o turismo”, ressaltou.

O artesanato é hoje uma atividade que garante ocupação e renda para milhares de famílias. A região do Curimataú, por exemplo, foi um dos maiores produtores regionais do sisal e, atualmente, várias instituições tentam resgatar essa cultura”, observou a gestora do Programa, Ladjane Barbosa.

Selo de certificação – A certificação do selo será concedida por um comitê especializado aos produtos artesanais, originários da Paraíba com transformação da matéria-prima de predominância manual, aliado à criatividade, habilidade, valor cultural, afirmação de um estilo de vida ou afinidade cultural, além de apresentarem responsabilidade socioambiental e apresentar um padrão de qualidade.

A certificação a ser implantada resultando em selo de identificação do artesanato paraibano irá contribuir para o reconhecimento de produtos originários da Paraíba feitos artesanalmente, evidenciando a sua autenticidade, qualidade e responsabilidade socioambiental, agregando valor ao produto e tornando-o mais competitivo no mercado, pela sua diferenciação.

Os artesãos que tiverem interesse em possuir produtos com o selo deverão se inscrever, até o dia 27 de dezembro, no horário das 8h às 18h, na Avenida Dom Pedro I, 56, Casa do Artista Popular – Praça da Independência, Centro de João Pessoa. O artesão poderá se inscrever em apenas uma tipologia, com até dois produtos.

O selo de certificação significa dizer que aquele produto tem um grau de qualidade, de excelência. Investimos junto com o Sebrae-PB para que possamos fornecer a possibilidade de que o produto seja certificado e isso vai abrir portas para nossos artesãos. Hoje, lançamos efetivamente o selo, que é uma grande conquista para os artesãos do nosso Estado”, enfatizou Ricardo.

Expectativa – No mesmo dia de abertura do Salão, muitos artesãos já comemoravam as vendas. É o caso de Gilma Piancó, que trabalha com fibra de coqueiro e cipó, e participa desde a primeira edição do Salão. “Hoje mesmo, já vendi várias peças e peguei encomendas. Com tudo isso, não tem como não ficar animada com a esperança de lucrar bem este ano”, disse.

A artesã Eliane Pereira de Sousa, que também transforma a palha da bananeira e do coqueiro em objetos de decoração, participou do discurso de abertura do Salão de Artesanato, representando todos os artesãos, e agradeceu o apoio do Governo do Estado. Segundo ela, o PAP trouxe mais do que renda para sua vida, mas principalmente a oportunidade de conhecer novos povos e culturas. “Pelo Programa de Artesanato, eu já viajei por todo esse País, em eventos, feiras e salões. Sem o PAP, muito provavelmente eu não teria a oportunidade de levar minha arte para tantos Estados, principalmente porque os turistas dão muito valor para nossas peças”, disse. Eliane levou 700 peças para o Salão. “Eu estou confiante que vai vender tudo”, arrematou.

O Salão – O artesanato indígena ganhou destaque nesta edição do Salão. Na abertura, índios dançaram o toré em sinal de celebração e reafirmação de sua identidade cultural. No evento, os visitantes podem conferir um espaço especial indígena em uma grande oca. O local foi ambientado com utensílios, comidas, objetos de caça, publicações e orientação da cultura feitas pelos próprios indígenas da Baía da Traição. Já na parte externa, jangadas também estão expostas. Cestaria, cerâmica, adornos e enfeites como bijuterias, saias e cocares feitos em fibras vegetais, sementes e quengas de coco são as peças produzidas por nossos índios que, até os dias atuais, utilizam os mesmos costumes e técnicas dos ancestrais.

O Salão vai funcionar diariamente das 15h às 22h, até o dia 26 de janeiro. As exceções são para os dias 24, 25 e 31 dezembro, bem como para o dia 1º de janeiro, quando o evento será fechado para as festas de final de ano. A visitação é gratuita. O Programa do Artesanato Paraibano é vinculado à Secretaria de Estado de Turismo Desenvolvimento Econômico.