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Ricardo abre Conferência Estadual do Meio Ambiente

terça-feira, 10 de setembro de 2013 - 17:30 - Fotos:  José Lins/Secom-PB

O governador Ricardo Coutinho abriu oficialmente na manhã desta terça-feira (10) a 4ª Conferência Estadual de Meio Ambiente (Cema-PB), que nesta edição tem o desafio de debater uma das principais preocupações ambientais do Brasil: a geração e tratamento de resíduos sólidos. O evento acontece até amanhã, no Espaço Gospel, em João Pessoa.

A Conferência, a maior realizada no Estado até então, conta com a participação de 905 delegados de 122 municípios e elegerá 20 delegados para a Conferência Nacional do Meio Ambiente, prevista para outubro. O governador destacou, durante a abertura, que o evento vem em um momento delicado para o Estado, onde 80% dos municípios encontram-se em áreas de seca e em processo de desertificação e que intervenções ambientais são necessárias, como o projeto de revegetação das margens do Rio Paraíba, articulada com as comunidades ribeirinhas e com as prefeituras.

Falando sobre o tema central da Conferência, Ricardo disse que há poucos avanços nas políticas de separação de lixo e de destinação dos resíduos sólidos, uma responsabilidade dos municípios. “Poucas cidades fazem a separação e as que fazem estão regredindo no volume e na forma de captação dos resíduos. Como cidadão e como governador, gostaria de ver esta situação em outro patamar, já que a equação hoje não fecha”, alertou Ricardo.

Ele disse que se o modelo atual de tratamento dos resíduos não for repensado, em pouco anos teremos mais áreas ocupadas por aterros sanitários do que cidades. “A lógica está muito desvirtuada, então, precisamos avançar nos programas de separação para reciclagem, um mercado de milhões de reais que precisa ser bem conduzido pelas prefeituras”.

Já o secretário de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo Lins Filho, disse que, apesar da responsabilidade sobre a coleta e a destinação dos resíduos sólidos serem dos municípios, o Estado está desenvolvendo o Plano Estadual de Recursos Sólidos. “Este será um instrumento importante para servir como base para os planos municipais. Como a atribuição é municipal, o Estado estará presente intermediando e coordenados estes processos”, explicou.

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, destacou a importância do engajamento da sociedade nesta discussão, trazendo propostas concretas para a execução do Plano Nacional. “Os governos, sozinhos, não terão condições de resolver o problema, que é muito complexo. Temos visto a participação de muitos municípios na Paraíba, o que é muito positivo para a conferência”.

Hummel disse ainda que a região deve se beneficiar do Inventário Florestal Nacional, que está sendo realizado nos estados do Nordeste e que deve trazer ações importantes para a Paraíba. “Haverá, por exemplo, a melhor utilização do manejo da caatinga par a produção de lenha, uma atividade sustentável e que melhora a qualidade de vida das populações locais”, exemplificou o diretor.