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28 de junho de 2011

Reunião discute viabilidade de convênios entre Projeto Cooperar e comunidades indígenas



Gestores e técnicos do Projeto Cooperar se reuniram na manhã desta terça-feira (28) com representantes das comunidades indígenas dos municípios de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto. O objetivo do encontro, realizado em Baía da Traição, foi criar estratégias de apoio à agricultura e ao desenvolvimento sustentável na região. Mediada pelo gestor do Cooperar, Roberto Vital, e pela técnica da região do Litoral, Gláucia Olímpio, a reunião contou com a participação de aproximadamente 40 caciques, presidentes de associações de moradores, artesãos e pequenos agricultores que falaram das principais demandas referentes à geração de renda na comunidade.

Na plenária do Orçamento Democrático realizada com os municípios do Litoral Norte no dia 4 de julho, dentre as prioridades defendidas pela população indígena estavam a geração de renda através do artesanato e o apoio à piscicultura. O encontro entre o pessoal do Cooperar e os representantes das comunidades indígenas se realizou justamente para que o projeto, em conjunto com outros órgãos do Governo, a exemplo da Emater, possa viabilizar a execução dessas ações prioritárias, orientando na elaboração dos projetos e fazendo um perfil produtivo das comunidades indígenas dos três municípios.

Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto estão entre as prioridades dos convênios junto ao Projeto Cooperar por causa de suas áreas indígenas. São considerados prioritários os municípios mais carentes do Estado, na ordem de critérios de IDH, pluviometria e densidade demográfica, e também aqueles que tenham áreas indígenas ou quilombolas.

Até agora, o Projeto Cooperar finalizou a etapa de realização de 100 convênios com associações e cooperativas das regiões do Brejo, Borborema, Litoral, Cariri e Sertão, atendendo demandas de infraestrutura, tais como construção de cisternas, passagens molhadas e sistemas de irrigação nos 50 municípios mais carentes do Estado. Os próximos convênios a serem firmados pelo Cooperar, além de atenderem os municípios de área indígena ou quilombola, atingirão do 51º ao 100º município mais carente do Estado.

Sobre o Cooperar – O Cooperar apoia projetos escolhidos pelas próprias comunidades que estimulem o desenvolvimento sustentável. As ações podem consistir de apoio financeiro a projetos produtivos de agricultura, agropecuária, agroindústria, artesanato, turismo etc., de infraestrutura a projetos produtivos, como abastecimento d’água, melhoria das vias de acesso, eletrificação, pequenas barragens, cisternas, obras de saneamento e melhora ambiental. Os projetos também podem ser de uso associativo, que proporcionem a integração social e o bem-estar das comunidades, como um centro de atividades produtivas, casas de farinha ou pequenos equipamentos agrícolas de uso comum.

Para inscrever um projeto a ser contemplado no Cooperar, a associação ou cooperativa precisa estar formalmente organizada e regularizada, ser constituída por moradores das áreas de abrangência onde será implantado o projeto, e ter sede localizada em comunidade rural ou sede municipal com até 7.500 habitantes.