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Representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança visita Fundac

quinta-feira, 1 de outubro de 2009 - 17:10 - Fotos: 

O presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo no ABC Paulista e representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro Alves, foi um dos palestrantes da VII Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente que aconteceu esta semana em João Pessoa.

Durante o evento, que reuniu cerca de 700 pessoas, o representante do Conanda além de falar sobre a aplicação dos direitos da criança e do adolescente, também defendeu a construção de um plano nacional com políticas públicas para as crianças brasileiras.
 
Defensor da aplicação das medidas em meio aberto para menores em conflito com a lei, Ariel de Castro Alves diz que prestações de serviços e liberdade vigiada “são formas eficientes para ressocialização dos menores que cometem infrações e acabam com problemas como superlotação nas unidades brasileiras”.
 
Na Paraíba apenas dois adolescentes cumprem medidas em regime semi-aberto, ao passo que mais de 300 estão em unidades privados de liberdade. “Mas a Paraíba não é um caso isolado, pois o pequeno número de adolescentes com liberdade vigiada é um problema que acontece em todo o País, onde a medida representa apenas 40% da escolha dos juízes da Infância e da Adolescência”, explicou.
 
Elogios à Fundac – Em João Pessoa, na semiliberdade dirigida pela Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Fundac), os dois menores recebem acompanhamento escolar, participam de atividades recreativas e profissionalizantes e contam com assistência de dois psicólogos, três assistentes sociais e um enfermeiro.
 
A unidade foi a primeira parada do representante do Conanda, Ariel Castro, que elogiou o trabalho desenvolvido com os jovens e a ótima estrutura física. No Centro Educacional do Adolescente (Cea), em João Pessoa, além de conhecer a estrutura que abriga 132 menores, ele conversou com os internos e ficou surpreso com as instalações e os trabalhos desenvolvidos e o atendimento humanizado.
 
Atividades – Entre outras atividades, os menores privados de liberdade participam de práticas esportivas no campo de futebol, na quadra de basquete e na arena. Eles contam ainda com aulas de serigrafia, confecção de bolas, de origami e produtos de limpeza e são atendidos por uma equipe formada por um médico, um dentista, um enfermeiro, cinco técnicos de enfermagem.

Outra unidade mantida pela Fundação é o Centro Educacional do Jovem (CEJ), também em João Pessoa, onde o dirigente do Conanda teve a oportunidade de conhecer o trabalho de construção e ampliação que inclui novas salas de aulas, um espaço para recreação, refeitório e banheiros tudo projetado para dá mais qualidade e bem estar aos jovens com idades entre 18 e 21 anos que cumprem medidas socioeducativas por crimes que cometeram durante a adolescência.
 
Ariel Castro observou tudo e disse que voltava para São Paulo com uma das melhores impressões sobre o trabalho realizado com os menores em conflito com a lei na Paraíba. Esta também foi a impressão que o secretário especial de Direitos Humanos, Marcus Vinicius Almeida Magalhães, que também visitou as instituições. Vinicius representou o ministro da Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vanucci, na Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.     

 
Da Assessoria de Imprensa da Fundac