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Reeducandos produzem sabão ecológico no Complexo Agro Industrial

terça-feira, 26 de novembro de 2013 - 15:40 - Fotos: 

O projeto “Limpando a Liberdade”, da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), está desenvolvendo sabão em barra à base de óleo de cozinha usado. O produto é feito no Complexo Agro Industrial de Mangabeira (Casa de Farinha), em João Pessoa, através da mão de obra de reeducandos, que produzem materiais de limpeza doméstica e higiene pessoal.

O secretário Wallber Virgolino explicou que o projeto foi idealizado pelo diretor da unidade, Josenildo Porto. “Ele me apresentou a ideia e passamos a apoia-la, uma vez que é um importante elemento de reinserção social através do trabalho. Além disso, os itens produzidos pelos reeducandos serão utilizados na limpeza das unidades prisionais do Estado. Temos ciência de que, através do trabalho, o ser humano alcança a dignidade e se sente útil na sociedade”, disse.

O sabão é feito à base de óleo de cozinha usado, que iria ser jogado fora. “Inicialmente, estamos conseguindo a matéria prima do produto em parceria com duas empresas, Pizzaria Canaã e Motel Roda Viva. Começamos a experiência com a produção do sabão no dia 5 de novembro deste ano. Primeiro, criamos um produto que é a base do sabão e, posteriormente, chegamos a um sabão biodegradável, glicerinado, colorido e com fragrância de limão. Já testamos o produto com o responsável químico da unidade prisional, com o aval de outro profissional da iniciativa privada e ele foi aprovado”, informou o diretor.

A mão de obra carcerária para fabricar o produto de limpeza é formada por seis reeducandos, sendo quatro de penas alternativas, um do regime semiaberto e um do regime aberto. O projeto “Limpando a Liberdade” é o único da Paraíba que trabalha com os presos de penas alternativas.

De acordo com a Seap, o sabão vai ser distribuído para todas as unidades penais do Estado, principalmente para as penitenciárias femininas, já que foi desenvolvido especialmente para a lavagem de roupas mais delicadas, inclusive, as dos bebês que estão com as mães reclusas. A estimativa é que daqui a 15 dias sejam distribuídos 150 kg de sabão para todas as unidades de João Pessoa. A tendência é aumentar a produção gradativamente, de acordo com o aumento da mão de obra e as necessidades do sistema prisional.

História – O Complexo Agro Industrial de Mangabeira, também conhecido por Casa de Farinha, foi inaugurado em março de 1979, sendo uma das primeiras unidades prisionais da Capital. Hoje conta com um hectare de terra, que está sendo cultivada por reeducandos e acompanhada por um engenheiro agrônomo.