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6 de julho de 2009

Reduzir a mortalidade infantil é uma das metas de intercâmbio entre Paraíba e Canadá



Reduzir a mortalidade infantil, aumentar o atendimento pré-natal às mulheres no primeiro trimestre de gravidez e o número de exames citopatológicos são algumas das metas previstas para a Paraíba dentro do Projeto de Cooperação Internacional para o Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, firmado entre o Governo do Estado e a Universidade de Toronto, no Canadá, em maio deste ano. Estes e outros sete projetos foram apresentados nesta segunda-feira (6) durante o segundo módulo do Curso de Aperfeiçoamento de Gestão em Atenção Primária à Saúde, realizado no Hotel Verde Green, em João Pessoa.

Os dez projetos-piloto serão executados nos 21 municípios prioritários para a redução da mortalidade infantil: Alagoa Grande, Alhandra, Areia, Bayeux, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Esperança, Guarabira, Itabaiana, João Pessoa, Juazeirinho, Mamanguape, Monteiro, Patos, Princesa Isabel, Queimadas, Santa Rita, Sapé, Sousa e Taperoá.

Em Taperoá e Esperança, por exemplo, uma das metas é atingir nove consultas por ano em 50% das crianças menores de um ano no período de 12 meses. Em Cabedelo, o público-alvo são as mulheres grávidas e os portadores de transtorno mental. O objetivo do município é atingir a cobertura de 90% das gestantes durante o pré-natal e capacitar as equipes do Programa Saúde da Família no atendimento aos pacientes com depressão e ansiedade.

Melhorar indicadores – O projeto tem como objetivo principal melhorar os indicadores de saúde, a partir de estatísticas coletadas nos municípios. Na Paraíba, os projetos estão sendo elaborados por dez equipes, formadas por representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), dos municípios e das escolas de ensino superior que disponibilizam cursos na área de saúde. Além de projetos nas áreas de mortalidade infantil, pré-natal, saúde mental e atendimento ginecológico, estão previstas ações de saúde do idoso e tuberculose.

“Queremos melhorar a qualidade da atenção primária no Estado, qualificando os profissionais, para que eles possam ser agentes multiplicadores, assessorando tecnicamente outros municípios”, explicou Niedja Rodrigues, gerente-executiva de Atenção Básica em Saúde da SES.

Análise de projetos – Ao longo do curso, que se encerra em novembro com o quarto módulo, os projetos são analisados pelos consultores, que sugerem melhorias para o aperfeiçoamento dos trabalhos. “Quando terminar o curso, as equipes terão um ano para colocar em prática os projetos nos municípios selecionados. Eles vão servir de base para que outros municípios sejam contemplados, mas isso será decidido pelas secretarias de Saúde de cada Estado”, disse Adriana Gaertner, da Universidade de Toronto (Canadá).

Cada equipe receberá R$ 10 mil do governo canadense para ajudar nas despesas relativas à execução do projeto. As atividades do segundo módulo se encerram nesta quarta-feira (8) e contam com a participação de representantes da SES, das secretarias municipais de Saúde, das universidades federais da Paraíba e Campina Grande e das faculdades Facisa, Famene e Ciências Médicas. O treinamento está sendo ministrado por consultores brasileiros e canadenses.

O projeto é patrocinado pela Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (Cida), Ministério da Saúde, Universidade de Toronto e Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

 

Assessoria de Imprensa da SES-PB.