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Rede paraibana havia sido desqualificada em 2008 pela Hemobrás

segunda-feira, 22 de novembro de 2010 - 15:48 - Fotos: 
Neste mês de novembro, os Hemocentros de João Pessoa e Campina Grande enviaram a primeira remessa de plasma ao exterior para ser transformado em hemoderivados. A rede paraibana, que havia sido desqualificada em 2008 pela Hemobrás, empresa estatal responsável pela avaliação da qualidade de sangue dos Hemonúcleos em todo o país, se adequou aos requisitos, já tendo enviado 1.920 bolsas de plasma para o processo de beneficiamento.

Segundo Patrícia Freitas, diretora geral do Hemocentro de João Pessoa, os Hemocentros em todo Brasil passam por uma fiscalização, na qual todo o processo de funcionamento do Hemocentro é avaliado, processo esse que passa pela recepção, triagem hematológica, triagem clínica, laboratórios de sorologia e vai até o laboratório de imunologia.  “Em 2008, a Hemorrede paraibana passou por uma fiscalização e esse sangue foi rejeitado em alguns critérios, como por exemplo o uso de equipamentos sem calibragem adequada e o uso de tubos não reaproveitáveis”, destacou.

Plasma - O uso do plasma terapêutico era pequeno. Apenas 30% do plasma coletado eram utilizados no uso de cirurgias, no tratamento de grandes queimados e através de prescrição médica. O que sobrava ficava estocado por até um ano e, no término esta validade, era descartado”, ressaltou Patrícia Freitas, diretora geral do Hemocentro de João Pessoa. Atualmente, a previsão é que sejam enviadas trimestralmente 1920 bolsas de plasma para serem utilizados na produção de hemoderivados.

Patrícia assinalou que, em 2008, a Hemobrás desqualificou a Hemorrede paraibana por esta não atender aos critérios básicos da estatal. “Em 2009, fizeram uma nova inspeção e elencaram as não conformidades que precisavam ser revertidas. Após as modificações, em agosto de 2010, foi aprovado em uma nova inspeção e tivemos o primeiro envio de plasma em novembro”, afirmou Patrícia.

Investimentos - Para ser qualificado, a Hemorrede da Paraíba passou por uma série de modificações e investimentos, como o estabelecimento de manutenções preventivas com calendário programado, implantação de um novo programa de monitoramento de resfriamento do plasma, novas medidas de biossegurança, implantação de uma gestão de qualidade, padronização de documentos, capacitação de profissionais da Hemorrede, aquisição de tubos responsáveis por uma coleta à vácuo, o que diminuiria o risco de contaminação.

Hemobrás - A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) é uma estatal vinculada ao Ministério da Saúde que trabalha para tornar o Brasil auto-suficiente no setor de derivados do sangue, com a produção de medicamentos essenciais à vida de pessoas com hemofilia, além de portadores de imunodeficiência genética, cirrose, câncer, Aids e queimados.

Toda a produção de plasma no Brasil hoje é enviada para empresas estrangeiras, que trabalham o material e produzem os hemoderivados destinados ao consumo dos portadores de doenças relacionadas à dificuldade de coagulação. Segundo dados divulgados pela Hemobrás, a estatal construirá a maior fábrica de hemoderivados da América Latina numa área de 48 mil metros quadrados no município de Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco, que terá sua produção iniciada em 2014.

Uso do plasma
– O plasma é utilizado para ser transformado em produtos derivados do sangue que seriam ministrados, na sua maioria, em pacientes com distúrbios hematológicos de coagulação, como hemofílicos. Na Hemorrede da Paraíba, o uso do plasma pelos hospitais era reduzido.

Assessoria de Imprensa da SES-PB