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2 de julho de 2012

Rede hospitalar do Estado realiza 1,9 milhão de atendimentos no decorrer de um ano



A rede hospitalar do Governo do Estado realizou 1,9 milhão de atendimentos no decorrer de 2011. Aos 2.217 leitos registrados pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) foram acrescidos outros 152 inaugurados de janeiro do ano passado até agora, mas que ainda não foram cadastrados pelo Ministério da Saúde.

No Dia do Hospital, que transcorre nesta segunda-feira (2), a rede de hospitais da Paraíba, formada por 31 unidades, atinge números importantes, que demonstram o crescimento da cobertura: do total dos atendimentos no ano passado, 1,2 milhão se referem a procedimentos clínicos, enquanto 282 mil foram cirurgias, segundo o Datasus.

Também segundo o Datasus, no ano passado, a rede realizou mais de 58 mil internações pediatria, obstetrícia, pneumologia e clínica geral, entre outras especialidades.

Há obras ainda a serem entregues no setor, como é o caso dos 55 leitos da reforma do Hospital Distrital de Taperoá e dos 30 leitos para oncologia que serão inaugurados em Patos, revela Valdemir Campos, responsável pelo Núcleo de Assistência Hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde.

Do total de leitos cadastrados no CNES, 767 são destinados à especialidade de clínica médica, 281 à obstetrícia, 199 são pediátricos, 506 cirúrgicos e 262 psiquiátricos. A rede hospitalar também conta com 112 leitos de UTI.

Entre as unidades de referência estão o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, o Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, o Hospital Regional Manoel Abrantes, em Sousa, Hospital Regional de Cajazeiras e Hospital Regional de Picuí.

Segundo Valdemir Campos, as unidades hospitalares que se encontram na 1ª e 2ª Macrorregiões são responsáveis pelo atendimento da maioria da população paraibana. “No eixo João Pessoa-Campina Grande é realizado o atendimento de 80% da população do Estado, tanto na média como na alta complexidade”.

Distribuição – A responsabilidade pelos atendimentos de alta e média complexidade e de atenção básica é distribuída para Estados e Municípios de acordo com o Plano de Gestão de Saúde do Governo Federal. Conforme o plano, os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) são repassados para os Estados, para que os mesmos invistam e promovam atendimento para os casos de alta e média complexidade. “A alta complexidade inclui procedimentos que exigem maiores cuidados, em especialidades estratégicas, como neurologia, traumatologia, cirurgia vascular e cirurgias gerais, com mais riscos. Já a média complexidade envolve os casos atendidos pelas clínicas básicas como obstetrícia, pediatria, clínica geral e as cirurgias mais simples, realizadas nestas respectivas especialidades”, explicou Valdemir.

O FNS também repassa recursos diretamente para os municípios com gestão plena de saúde para que esses garantam à população o atendimento na atenção básica.

O responsável pelo Núcleo de Assistência Hospitalar da SES informou que, apesar da distribuição e compartilhamento das responsabilidades, muitas vezes, as demandas da atenção básica acabam sendo levadas para os hospitais da rede estadual. “O paciente quer ser atendido da melhor forma possível e sempre se dirige a unidades em que sabe que será atendido. O problema é que a realização de um atendimento mais simples, que poderia ter sido feito em uma UPA ou PSF, acaba fazendo com que este paciente ocupe um leito atenderia alguém politraumatizado, por exemplo, com uma urgência de atendimento muito maior. Como não se pode negar atendimento, isso acaba acontecendo constantemente, ocasionando a grande procura por hospitais de referência”, disse Valdemir.

Atendimento – Adailton Marcelino, de 47 anos, vítima de acidente de moto, é um dos que puderam contar com a eficiência do atendimento de urgência oferecido pelo Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. “O atenção foi nota 10. Ao chegarmos ao hospital tivemos um atendimento muito bom. E agradeço aos médicos, enfermeiros e toda equipe por isso”, disse Ivanildo, irmão do paciente.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza, o Governo do Estado vem investindo para resgatar a saúde pública em todos os hospitais que estavam deixados sucateados. “A Secretaria tem feito um mapeamento dessas unidades para conhecer a realidade de cada uma e procurar soluções para colocá-las em funcionamento e assim evitar que a população continue sendo penalizada”, disse.

Ainda de acordo com Waldson a meta do Governo não é apenas inaugurar hospitais, mas colocá-los em funcionamento com estrutura adequada e equipe profissional qualificada. “Para isso temos dialogado muito com os municípios, ouvindo as necessidades de cada região e adotando medidas que consolidem serviços de média e alta complexidade no interior do Estado”, afirmou o secretário.

Referência na emergência – O Hospital de Trauma da Capital recebeu mais de R$ 7 milhões em investimentos com recuperação, renovação, ampliação e manutenção dos equipamentos e instalações. Só a reforma da UTI ele o número de leitos de 24 para 40 sendo18 leitos na unidade adulto, oito na unidade-2, seis na unidade semi-intensiva e oito na unidade do anexo, que fica no Hospital 13 de Maio. Contabilizando os leitos de retaguarda, existentes nos hospitais Flávio Ribeiro Coutinho e Monte Sinai, a disponibilidade é de 47 leitos de UTI.

O Governo do Estado investe mensalmente cerca R$ 6 milhões para a manutenção do Trauma de Campina Grande. A unidade hospitalar tem capacidade para atender a ademanda de 173 cidades, cuja população total chega a 1,9 milhão, pouco mais da metade  da população do Estado.

Infantil e maternidades – A rede estadual hospitalar também conta com dois hospitais pediátricos: o Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, e o Hospital Infantil Noaldo Leite, em Patos. A unidade da Capital oferece serviços de imagem, laboratório, UTI pediátrica, cardíaca e neurológica, além de ser referência em ortopedia, neurologia e cardiologia pediátrica.

São duas maternidades estaduais. A primeira é a Frei Damião, em João Pessoa, que presta assistência em obstetrícia e ginecologia, dispondo de UTI materna, UTI neonatal, banco de leite e serviço Mãe-canguru. A unidade também é referência no Programa de Assistência à Mulher Vítima de Violência, além de contar com Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer.

A segunda maternidade é a Dr. Peregrino Filho, em Patos, que também presta assistência em obstetrícia e ginecologia, dispõe de banco de leite, UTI materna e UTI neonatal. Com a ampliação inaugurada em abril, a unidade passou a ser referência no atendimento de alto risco. Por isso se firmará como ponto de referência para a Rede Cegonha, programa do Governo Federal composto por um conjunto de medidas que visam garantir segurança desde a descoberta da gravidez, além de combater práticas que influenciam as taxas de mortalidade materna e infantil.

Após a reforma, a Maternidade Peregrino Filho passou a funcionar com 109 leitos, beneficiando mais de 905 mil pessoas de 90 municípios do Sertão. As obras representaram um investimento de R$ 6,7 milhões e terá um custeio mensal de R$ 2,3 milhões em medicamentos, equipamentos e pessoal.

Doenças infectocontagiosas – O Hospital Clementino Fraga, localizado em João Pessoa, dispõe de enfermaria de suporte avançado, UTI, serviço de tisiologia, pavilhão especializado no tratamento de Aids/DSTs, além de ser referência no tratamento de casos de hanseníase e tuberculose. A unidade hospitalar oferece, entre outros serviços, radiologia, tomografia, ultrassonografia, eletrocardiograma, endoscopia, laboratório de análises clínicas e assistência especializada em infectologia, ginecologia, proctologia, odontologia e dermatologia estética.

Já a assistência psiquiátrica é oferecida pelo Hospital Psiquiátrico Colônia Juliano Moreira que conta com serviço de acolhimento e pronto atendimento.

O Hospital Regional Jandhuy Carneiro garante os serviços de média e alta complexidade para a população de Patos e região. Na atual gestão, o hospital ganhou 31 leitos, dos quais seis para atendimento de pessoas acometidas de acidente vascular cerebral (AVC). Foram investidos recursos de R$ 300 mil na reforma da estrutura e na aquisição de equipamentos. O Hospital é a primeira unidade regional com atendimento focado no tratamento do AVC. Com a reforma, o número de leitos passou de 120 para 151.

A unidade de saúde é referência para 43 municípios, mas ano passado chegou a atender pacientes de 98 municípios, incluindo dos Estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte. Uma média de 10 mil pessoas são atendidas mensalmente no Janduhy Carneiro, que também interna cerca de 800 pacientes/mês.

Investimentos em outros hospitais – O Hospital Napoleão Laureano, referência no tratamento de câncer na Paraíba, recebeu um acelerador linear, em março deste ano. O aparelho, que custou R$ 2,1 milhões, foi adquirido pelo Governo do Estado.

Em maio deste ano, a administração estadual entregou a reforma e ampliação do Hospital Alice de Almeida, em Sumé, orçada em R$ 3 milhões. A obra inclui a implementação de UTI, centro de imagens e ampliação de 34 leitos.

Em Desterro, o Hospital Ana Nunes Leite e a Maternidade Tereza Alves Ferreira, ambas unidades municipais, receberão repasse do Governo do Estado, no valor de R$ 528.796,80, pagos em parcelas mensais para compra de equipamentos, medicamentos, alimentos pagamentos de pessoal e outras despesas. Também foi assinado um termo de cessão de equipamentos, insumos e uma ambulância no valor de R$ 106. 332,64.

Obras encaminhadas – Em março deste ano, o governador Ricardo Coutinho e o superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Elan Miranda, assinaram o convênio de R$ 43,95 milhões para a construção do Hospital Metropolitano de Santa Rita.

O futuro hospital irá fornecer atendimento ambulatorial, emergência, urgência e trauma, e de pacientes em internação, com apoio ao diagnóstico e terapia. O centro cirúrgico será equipado com cinco salas, posto de enfermagem, sala de recuperação pós-anestésica e espaços para funcionários e armazenamento de equipamentos e materiais. O hospital também irá oferecer o serviço de diálise, com acesso independente ao hospital.

Já as obras do Centro de Oncologia em Patos deverão ser iniciadas nos próximos 60 dias. A unidade, que já tem recursos de R$ 7 milhões reservados pelo Governo Federal, oferecerá serviços de quimioterapia e radioterapia.

As obras do Hospital de Mamanguape já foram iniciadas e devem ser concluídas até o final do ano. A unidade será a única de grande porte da região do Vale do Mamanguape e vai contar com 125 leitos; dez dos quais na UTI, além de bloco cirúrgico para intervenções gerais e uma maternidade, beneficiando mais de 40 mil habitantes da cidade e municípios vizinhos. O Governo do Estado está investindo mais de R$ 11 milhões, dos quais já foram pagos quase R$ 3 milhões.

Serviço:

Hospital de Emergência e Trauma Humberto Lucena – Oreste Lisboa S/N, João Pessoa. Telefone: (83) 3216.5706

Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes – Rua Floriano Peixoto, n°1045, em Campina Grande. Telefone: (83) 3310.5871

Hospital Infantil Noaldo Leite – Rua Nilton Menezes S/N, Patos. Telefone: (83) 3241.2924

Hospital Infantil Arlinda Marques – Rua Berto de Brito S/N, João Pessoa. Telefone: (83) 3218.5784

Maternidade Peregrino filho – Rua Arlan Asfora S/N, Patos. Telefone: (83) 3421.3751

Maternidade Frei Damião – Av. Cruz das Armas S/N, João Pessoa. Telefone: (83) 3215.6024

Complexo Psquiátrico Juliano Moreira – Av. Dom Pedro II, n° 1826, João Pessoa. Telefone: (83) 3218.7574

Hospital de Doenças Infectocontagiosas Dr. Clementino Fraga – Rua Jesus de Nazaré S/N, Jaguaribe, João Pessoa. Telefone: (83) 3218.5415