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Rede Estadual de Ensino desenvolve habilidades emocionais que contribuem para a cultura de paz nas escolas

quinta-feira, 22 de setembro de 2016 - 16:27 - Fotos: 

Os professores da rede estadual de ensino que trabalham com a Metodologia Liga pela Paz comemoram os resultados da iniciativa, que vem mudando a postura dos estudantes em sala de aula, desde 2014. Na zona rural de Catolé do Rocha, por exemplo, o material pedagógico é bastante elogiado pelos alunos, que destacam o uso de personagens infantis como forma de repasse do conteúdo. A metodologia Liga pela Paz é aplicada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE).

O material pedagógico é específico para cada faixa etária. Dessa forma, a Metodologia estimula a cultura de paz por meio da “Educação para as Emoções”. Além de reduzir a violência nas escolas, a ação favorece a melhoria dos índices de aprendizagem e a diminuição da evasão escolar. As personagens criadas para os livros do Ensino Fundamental I servem de referência para as crianças, que se identificam com elas, facilitando a melhoria das relações e da convivência.

“Gosto muito da Pax, a borboletinha, por ela semear a paz. Tento sempre ser calma e “plantar” também a paz nas pessoas”, disse a estudante Poliana de Araújo Alves, 9 anos, que faz o 4º ano do Fundamental I na Escola Estadual de Ensino Fundamental São Francisco, em Catolé. Poliana diz que se inspira nos livros.  “Aprendi a lidar com minha raiva, a me acalmar, trabalhando minha respiração”, afirma. A atividade a que ela se refere é o exercício de Quietude e Atenção, usado em sala de aula para acalmar os alunos e torná-los mais focados, atentos e propensos ao aprendizado.

Outra personagem do material pedagógico é Liz. Trata-se de uma criança com deficiência física que desperta de maneira especial o olhar de acolhimento à diversidade. A estudante valoriza a liberdade da personagem para ser feliz e espalha essa alegria por onde passa com sua cadeira de rodas. “Gosto muito da Liz, pois também gosto de levar alegria a meus amigos, a minha família. Sinto-me muito feliz como sou”, enfatiza a estudante Poliana.

A aluna Jamilly Vitória, também de 9 anos, diz que se parece muito com a Liz. “Sou igualzinha a ela, muito feliz, gosto muito de mim”, afirmou. Ela explica que quando chegou à Escola São Francisco seu temperamento era difícil, pois se aborrecia com facilidade, estava sempre em conflito com os coleguinhas, mas depois da Liga Pela Paz a convivência melhorou.

A timidez começa a ser encarada de forma consciente pela aluna Maria Brenda de Sousa. Ela comenta que está mais confiante, interagindo com os coleguinhas. “O momento que mais gosto é no início da aula, quando a gente fica mais calma e diz como estamos nos sentindo”, acrescenta Brenda.

Jussélia Maria de Lima, professora do 4º e 5º ano da EEEF São Francisco, compara dois momentos, antes e depois da implantação da Liga Pela Paz. Explica que, antes, as crianças interagiam nas brincadeiras de forma muito violenta. As mudanças foram acontecendo e os alunos convivem com mais harmonia, de forma mais respeitosa agora. “Eles participam bastante nos exercícios, a exemplo do Quietude e Atenção, e também gostam demais dos textos do livro”, diz. “A parte cultural, também trabalhada na metodologia, como dança, desenho, música e teatro, está contribuindo bastante para o desenvolvimento das crianças”, explica a professora.

A Metodologia Liga Pela Paz possui conteúdo teórico alicerçado em conhecimentos de grandes pensadores e estudiosos da Psicologia, Sociologia, Pedagogia, Filosofia, tornando fácil para as crianças a compreensão de temas complexos.