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27 de agosto de 2012

Rede de Cardiologia amplia capacitação de profissionais por meio de ambiente virtual



Mais de 50 profissionais de saúde que compõem a Rede de Cardiologia Pediátrica (RCP) da Paraíba participaram, na manhã desta  segunda-feira (27), da abertura do mini-simpósio sobre “Atualização em Cardiologia Pediátrica”, realizado no auditório do Conselho Regional de Medicina, em João Pessoa. O evento, que se estende até às 17h, é  transmitido também por meio de ambiente virtual possibilitando a participação dos profissionais que atuam nas 12 maternidades que compõem a Rede de Cardiologia Pediátrica da Paraíba.

De acordo com coordenador da Rede de Maternidades para o diagnóstico precoce da cardiopatia na Paraíba, Cláudio Teixeira Régis, apesar de ser direcionado aos profissionais de saúde da RCP, o evento também é aberto ao público e outros profissionais interessados no assunto. “Este treinamento tem caráter multiprofissional em que procuramos capacitar não só cardiologistas, mas profissionais de enfermaria, fisioterapia e tantos outros que possam estar envolvidos no diagnóstico e tratamento dos pacientes da Rede de Cardiologia”, explicou.

Cláudio Régis destacou que a comunicação direta com todos os profissionais que compõem a rede não se restringe à transmissão, via web, do mini-simpósio realizado nesta segunda-feira. “Todas as segundas-feiras realizamos reuniões científicas, através de ambiente virtual, para acompanhar e discutir o trabalho realizado nas maternidades e que é oferecido à população da Paraíba de forma gratuita, do litoral ao sertão. Além disso, também via este ambiente virtual, podemos ter contato diário e monitorar o manejo dos pacientes, ofertando um melhor suporte aos profissionais responsáveis”, disse.

A Rede de Cardiologia Pediátrica (RCP) da Paraíba foi implantada em outubro do ano passado e vem atendendo às necessidades de cirurgias em crianças cardiopatas dentro do próprio Estado. “Desde então, não tivemos mais nenhuma demanda judicial para a realização de cirurgias em crianças cardiopatas. A rede consegue diagnosticar realizando triagem por meio do exame de oximetria em todos os recém-nascidos em até 24 horas após o nascimento. Nos casos em que é detectada alguma anormalidade, os bebês são encaminhados para realizar exames mais aprofundados, como o ecofuncional”, explicou Cláudio Teixeira.

O coordenador informou que a transferência de crianças para o Hospital Português, em Recife, ou ainda para o Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, com os quais a Rede de Cardiologia possui convênio, só acontece quando é constatado um problema mais grave, como é o caso da hipoplasia de ventrículo esquerdo.

Ainda segundo Cláudio Teixeira de janeiro deste ano até hoje, os 12 serviços de saúde que compõem a rede na Paraíba já avaliou cerca de 10 mil crianças.

 

Rede – A rede é formada por 12 maternidades estruturadas para realizar o diagnóstico da cardiopatia  e tem três serviços de referência: Cândida Vargas, em João Pessoa; o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande; e Peregrino de Carvalho,em Patos. Na Capital, estão interligadas à rede as maternidades Frei Damião, Arlinda Marques e Hospital da Polícia Militar General Edson Ramalho. Na região de Campina Grande, estão ligadas as maternidades das cidades de Esperança, Monteiro e Picuí. E na área de Patos, estão interligadas as maternidades dos municípios de Itaporanga, Sousa e Cajazeiras.