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Quintas Dialógicas da Funesc: Rachel Gadelha lança livro sobre o papel do produtor cultural na cadeia produtiva

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015 - 12:13 - Fotos:  Divulgação

A pesquisadora Rachel Gadelha lança, nesta quinta-feira (10), o livro “Produção Cultural – Conformações, Configurações e Paradoxos”. O lançamento acontece às 9h na Fundação Espaço Cultural, em João Pessoa, durante o Projeto Quintas Dialógicas. A obra aborda o papel do produtor cultural na articulação entre a economia e a cultura. Em Campina Grande, o lançamento do livro será no Cine São José, às 20h.

Profissional importante na cadeia produtiva, o produtor cultural ainda é pouco conhecido e sem formação específica no Brasil. Ao procurar superar esses conceitos, Rachel Gadelha desenvolveu um inédito trabalho de pesquisa sobre esses profissionais no Ceará e no Brasil. “O produtor é um personagem muito importante. É o profissional que faz a política cultural chegar aonde o Estado não consegue chegar, que liga públicos, pessoas, artistas. É um roteador”, aponta a autora, que, sob a orientação do pesquisador Alexandre Barbalho, entrevistou 20 produtores culturais e destaca que, apesar dessa relevância, trata-se de uma atividade que existe há muito tempo, mas só recentemente começou a ser reconhecida.

O gerente executivo de Promoção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Milton Dornellas, disse que o lançamento desse livro é resultado do Encontro Nordestino de Produção Cultural Independente, que aconteceu em novembro. “O lançamento da obra de Rachel Gadelha é uma ação consequente da Conexão Nordeste, projeto de circulação cultural regional. Isso contribui para o intercâmbio cultural de inserção regional no Nordeste”, ressaltou.

Os produtores – Durante a pesquisa, Rachel Gadelha classificou os produtores em três eixos: artistas, empreendedores e gestores. Os artistas são identificados como aqueles que começaram nos anos 60, mas não tiveram a produção cultural como atividade profissional. Já os empreendedores, que iniciaram atividades a partir de leis de incentivo na década de 90, detinham a visão de cultura como um grande negócio.

Por fim, ela trata os gestores com outro regime de valores: cultura como cidadania, como bem social, a visão do direito à cultura, da cidadania cultural. “É todo um grande setor da economia, com fontes de renda, de desenvolvimento, que se baseia em um profissional que ainda não tem formação definida nem a devida visibilidade”, enfatiza Rachel, ao trazer as referências dos profissionais, de suas formações, dos desafios que estão postos na produção, marketing cultural, na política cultural e na economia criativa no Brasil.

A Autora – Reconstituindo a trajetória da produção cultural no País, Rachel Gadelha é produtora cultural responsável pelo Festival Jazz & Blues em Guaramiranga e Fortaleza, um “case” de sucesso que se tornou referência internacional e a levou a dar palestras em quase todos os estados brasileiros.