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17 de julho de 2015

Ministério da Segurança Pública será proposto em reunião com Dilma



A proposta do governador Ricardo Coutinho de criação do Ministério da Segurança Pública ganhou o apoio de vários gestores nordestinos e será um dos principais pontos da próxima reunião dos governadores do Nordeste com a presidente Dilma Rousseff, em data a ser definida. A urgência de mais investimentos para estruturar o sistema de segurança no país também constará na pauta.

Essa foi uma das decisões do Encontro dos Governadores do Nordeste, realizado nesta sexta-feira (17) em Teresina (PI). O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, concorda com a opinião de Ricardo Coutinho de que a área de segurança pública no Brasil carece de uma estrutural ministerial. “Sou totalmente a favor. O maior clamor da população na Paraíba, no meu estado, o Rio Grande do Norte, e creio que em todo o Brasil, é por segurança pública. Essa é a maior angústia do povo e esse ministério será muito importante para enfrentar esse drama social que é a insegurança pública”, destacou.

Robinson Faria ressaltou em sua fala que foi de iniciativa do governador Ricardo Coutinho a organização do Fórum ainda antes da posse de cada um deles. “Esse colegiado está conseguindo transcender os interesses da região Nordeste, pois hoje passou a se preocupar com a nossa região e agora muito mais com o Brasil, e esse modelo dessa coesão é fundamental para o momento que vive o nosso país”, pontuou.

A secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, avaliou que os estados nordestinos têm avançado no combate à violência, a exemplo da Paraíba com o programa “Paraíba Unida pela Paz”, que conseguiu reduzir o número de crimes. Ela defende que o sistema de segurança pública precisa se aproximar do sistema da justiça criminal e do sistema penitenciário para que haja maiores resultados. “É possível trabalhar em conjunto, é possível reduzir a criminalidade, desde que trabalhemos, estado, município e o governo federal, mas trazer o judiciário, o ministério público e o sistema penitenciário”, observou.

O governador do Piauí, Wellington Dias, avaliou que o encontro foi produtivo e em relação à segurança pública enfatizou: “Entendemos que é preciso garantir recursos. A segurança certamente será priorizada com recursos do pré-sal, como já houve com a saúde e a educação. Eu destaco também que foi trabalhado a necessidade de se garantir pelo menos um presídio federal em cada um dos estados do Nordeste, e isto está na Carta de Teresina”, concluiu.

Na opinião do governador do Estado do Maranhão,  Flávio Dino, o entendimento geral é de que é preciso uma ação mais firme por parte do Governo federal na temática da segurança. “O conceito que nesse momento deve ser reiterado, ratificado, é a constituição do sistema único de segurança pública, que pode ser coordenado por um ministério próprio, mas precisamos do sistema para que com isso haja regras de colaboração e, sobretudo, de co-financiamento para que possamos avançar na segurança pública”, disse.

O governador de Alagoas, Renan Filho, também aponta que a política pública de segurança precisa ter recursos, investimentos, e tem que ser priorizada pelo Governo federal. “A gente tem que fazer esses ministérios trabalharem, tem que ver a política pública chegar na ponta, definir metas. Eu acompanhei bem o discurso do governador Ricardo Coutinho, ele disse que, se for necessário, até criar o ministério. Precisamos é que a política pública seja mais clara e que haja um co-financiamento por parte do governo federal na segurança pública, o que significa que a União precisa também colocar recursos dele porque esse problema é de todos nós”, ressaltou.

Acompanharam o governador Ricardo Coutinho no Fórum em Teresina, os secretários Luís Tôrres (Comunicação), Cláudio Lima (Segurança e Defesa Social), Lindolfo Pires, (Representação do Governo em Brasília) , Francilene Garcia, ( Executiva da Ciência e Tecnologia), Cláudio Furtado (Fapesp), Yuri Simpson (PBPrev) e o chefe de gabinete do governador, Fábio Maia.