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10 de setembro de 2009

Projetos de extensão do campus IV da UEPB têm cinema e literatura



Os projetos do Cineclube e Revista Eita são coordenados pelo professor Rômulo César Araújo e tiveram início no segundo semestre de 2008. A princípio, funcionava apenas no campus IV, todas as quartas, com uma sessão pela manhã e outra à tarde. Segundo o professor, a partir deste semestre, além da sessão no campus, será realizada uma exibição no Centro Cultural Geraldo Vandré, em parceria com a Secretaria de Educação. Tal sessão ocorrerá no período da noite e terá o intuito de propiciar a fruição de filmes de qualidade para toda a comunidade de Catolé do Rocha, já que a cidade não possui salas de cinema.

A escolha dos filmes é feita pelo grupo de extensionistas do projeto, formado por um bolsista e outros voluntários, totalizando quinze participantes. Após as sessões, há um espaço reservado para debater a obra. “No início, convidávamos professores para debaterem os filmes. Porém, percebemos que a presença dos professores inibia os debates. No momento, os debatedores são os extensionistas, que assistem aos filmes previamente e provocam o debate. Cada semana, são escolhidos dois debatedores”, explicou o coordenador do projeto.

O professor Rômulo comentou também sobre a escolha dos filmes. “A escolha é feita livremente. Porém, o critério é o da qualidade. Procuramos fugir do esquema ‘cinemão’, propiciando aos alunos contato com obras que geralmente estão fora do circuito”, disse.
Nas exibições, os estilos são variados. Os realizadores procuram alternar um filme de cada país, intercalando um filme nacional com um estrangeiro.

Eita

A Revista Eita é uma produção dos alunos do curso de Letras do campus. Segundo Rômulo Araújo, não é uma revista acadêmica, é uma revista cultural, que tem como proposta discutir cultura, arte, universidade e o cotidiano, bem como veicular eventos e produções artísticas dos estudantes de Catolé do Rocha, como contos, poesias, artigos, artes plásticas, entre outros.

A edição do periódico é feita coletivamente entre os extensionistas e o coordenador, mas colaborações para seu conteúdo surgem de toda parte. “Não trabalhamos com notícias devido à periodicidade, porém procuramos informar aos alunos e leitores os eventos acadêmicos e culturais, bem como concursos, feiras, editais, etc.”, informou o professor.

A tiragem da revista é de três mil exemplares e o público alvo são os estudantes do ensino médio da cidade, os estudantes do Campus IV e as bibliotecas da micro-região de Catolé do Rocha. Para o próximo exemplar, o professor aguarda o novo ISBN da Eduep para editar a revista no modelo eletrônico.

Ascom/UEPB