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Projeto Panapaná traz exposição “A espera no campo de Centeio”, da artista Minna Miná 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016 - 16:36 - Fotos: 

A artista visual Minna Miná abre, nesta terça-feira (8), a exposição “A Espera no Campo de Centeio”. A mostra será aberta às 19h e marca a inauguração do Espaço Expositivo Mezanino 2, que será batizado com o nome da artista Alice Vinagre no Espaço Cultural José Lins do Rego. A atividade faz parte do projeto “Panapaná, Novembro das Artes Visuais”, que a Funesc realiza de 3 a 16 de novembro.

“À Espera no Campo de Centeio” é uma exposição de 17 trabalhos em técnica mista (aquarela, acrílica e nanquim) norteados pela espera da passagem do tempo juvenil que precede a vida adulta. Os trabalhos recriam um percurso lúdico do crescimento inevitável da adolescência como tentativa última de reter o tempo mítico que habita em todas as crianças.

Após realizar a sua primeira exposição individual “As Pequenas Coisas d’Amélie Poulain”, em 2013, a artista se voltou para a experimentação de técnicas diversas e novos formatos que pudessem expressar a sua compreensão de mundo. Foi depois de ler os romances “O Apanhador no Campo de Centeio” (de J.D. Salinger), “As Vantagens” de Ser Invisível (de Stephen Chbosky) e “Cartas a um Jovem Poeta” (de Rainer Maria Rilke), que a inspiração seguida de uma inquietação fez fluir uma série de trabalhos criados em um ritmo compulsivo. Somente depois, a artista se deu conta que tais trabalhos desenhavam uma trajetória que continha as indagações pertinentes de sua idade, tais como: quem sou, o que fazer, que caminhos tomar. Estava ali o objeto da exposição, o eterno caminho inconsciente que seguem todas as pessoas em busca do auto­conhecimento.

As fases -  “À Espera no Campo de Centeio” é dividida em três partes que simbolizam as fases do crescimento. Os quadros da primeira fase retratam o período em que os jovens se dão conta de que já não são mais crianças, que é preciso crescer e deixar algumas coisas para trás. As dúvidas que permeiam essa transição; o medo, o sentimento de despreparação e solidão estão presentes na composição dos quadros.

Os personagens retratados nos quadros da segunda fase são jovens em um cenário urbano fragmentado e, às vezes, desolador e cruel. Eles parecem ter sidos arremessados no mundo adulto e solitário das grandes cidades e buscar respostas para a nova fase da vida, apesar do aparente sentimento de conformismo. A segunda série de quadros retrata a eventual inserção do jovem no mundo adulto, a necessidade do amadurecimento e a perda da inocência.

Na terceira e última parte da exposição, os personagens retratados estão cientes da necessidade de crescimento, de auto­conhecimento e da mortalidade das coisas. Eles se encontram imersos na natureza em um momento de reflexão e meditação. Eles parecem dizer, como que de forma a acalmar os jovens, que tudo isso passa; que é preciso paciência “com tudo aquilo que ainda não está completamente resolvido em seu coração” e ainda, como disse Rainer Maria Rilke, “de ter amor pelas próprias perguntas, como quartos fechados e como livros escritos em uma língua estrangeira. Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas, porque não poderia vivê-­las. É disto que se trata, de viver tudo. Viva agora as perguntas. Talvez passe, gradativamente, em um belo dia, sem perceber, a viver as respostas”.

Panapaná, Novembro das Artes Visuais - A Funesc, por meio da sua Coordenação de Artes Visuais, está realizando o projeto ‘Panapaná, Novembro das Artes Visuais’, até o dia 16, no Espaço Cultural José Lins do Rego, com uma programação que reúne diversas atividades. O objetivo é dialogar com os artistas locais e a comunidade, por meio de exposições, leitura de portfólio, palestra, vivência artística, mural em Grafitti e intervenções artísticas. A programação foi idealizada visando realizar atividades em consonância com o circuito nacional de artes.

Panapaná – Novembro das Artes Visuais – 2016

08/11

19h – Exposição “No Campo de Centeio” – Artista Visual Minna Miná -  Local: Espaço Expositivo Alice Vinagre

08 a 10/11

Mural em Grafitti – Grafitti JP – Lateral Estacionamento Espaço Cultural

10/11

19h – Exposição “Assim, assim vinagre…” – Artista Visual Alice Vinagre – Galeria de Arte Archidy Picado

14 e 15
9h30 - Vivência Artística – Artista Visual Carlos Melo – Local: Espaço Cultural José Lins do Rego, Auditório 3

9h30 - Vivência Artística – Artista Visual Carlos Melo – Local: Arapuca Arte Residência, Conde/PB

16/11

18h – Performance: Asselvajamento – Artista Visual Carlos Melo – Local: Espaço Cultural José Lins do Rego, Praça do Povo