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Projeto desenvolvido na Penitenciária Feminina faz parte da Feira de Mulheres Artesãs

segunda-feira, 30 de março de 2015 - 18:30 - Fotos: 

Bonecas de pano produzidas dentro da Penitenciária de Recuperação Feminina Maria Júlia Maranhão, em Mangabeira, estiveram expostas na 4ª Feira de Mulheres Artesãs da Paraíba, encerrada no último sábado (28) no pátio da PBTur, na orla de Tambaú, na Capital. As bonecas expostas no evento fazem parte do projeto Castelo de Bonecas, que está inserido no programa de ressocialização desenvolvido pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). No evento, foram vendidas 15 peças, totalizando R$ 600 em vendas.

O secretário de Estado da Administração Penitenciária, Wagner Dorta, que visitou a feira, avaliou que esta atividade é uma clara demonstração de que a Seap vem cumprindo as normas de execuções penais. “A LEP prevê que as reeducandas têm que trabalhar para que possam se reintegrar à sociedade e esta atividade da produção de bonecas estimula as reeducandas a retornarem ao seio da sociedade com novas perspectivas de ter uma oportunidade de trabalho”, observou.

A diretora da Penitenciária Feminina de Mangabeira, Cinthya Almeida, ressaltou a importância e amplitude do projeto Castelo de Bonecas: “A partir desta iniciativa conseguimos despertar o interesse nelas em aprender novas técnicas e participar cotidianamente dessa e de outras atividades oferecidas pela unidade. É um projeto que vem dando certo e estas feiras só vem a somar com os nossos esforços por dias melhores, pois quando conseguimos afastar alguém do universo do crime, estamos contribuindo para o bem estar de toda a sociedade”.

A reeducanda Alcivania Ferreira Gomes, de 34 anos, fala das suas perspectivas pós-cárcere: “Eu aprendi a produzir bonecas com Sandra, uma antiga companheira de presídio, e hoje faço com as meninas da minha cela. Quando eu sair daqui vou trabalhar com artesanato de bonecas, eu penso em fazer meu cadastro de artesã trabalhar ganhar minha vida com artesanato, aquela Alcivania que chegou ao presídio morreu, hoje sou outra e me sinto orgulhosa, pois eu não pensava que era capaz, hoje eu sei que sou capaz. A feira foi linda, trouxe muita coisa bonita e muitas novidades”.

Alcivania Ferreira deixou um recado para outras reeducandas: “O crime não compensa, o mundo tem muito o que ensinar de ruim, mas também tem muito o que ensinar de bom e cabe a nós aprender o que vai nos fazer bem como seres humanos”.