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Projeto de reconstrução da barragem de Camará é debatido na AL

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 - 11:41 - Fotos: 

O secretário de Estado de Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia, Francisco Jácome Sarmento, participou na tarde desta quarta-feira (27/01) de uma Sessão Especial na Assembleia Legislativa (AL-PB). A sessão, proposta pelo deputado estadual João Gonçalves, teve o objetivo de prestar esclarecimentos à população da importância hídrica da reconstrução da barragem de Camará para a região do brejo paraibano, que beneficiará 160 mil pessoas.

Sarmento reiterou o inquérito apresentado pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual bem como o relatório final da Comissão Multidisciplinar formada no âmbito da Justiça Federal, o qual afirma ser segura e necessária a execução do projeto para a reconstrução da barragem.

Ele informou ainda que não se sustenta a ligação entre a construção e o rompimento da barragem. Com base no inquérito, o secretário disse que foi a omissão do governo anterior em não ter tomado as providências sanativas, como a abertura da comporta, que levou ao a barragem a se romper. O secretário lembrou ainda que, após a ruptura, os gestores públicos responsáveis na época sequer interditaram a barragem, que ficou sendo usada como ponte, sem ser projetada para tal.

A comissão multidisciplinar, formada em 2005 pela Justiça Federal para promover a analise técnica da viabilidade da reconstrução de Camará, concluiu que “tanto do ponto de vista técnico, quanto do ponto de vista financeiro, a reconstrução da barragem de Camará com segurança, no mesmo local e em Concreto, é indiscutivelmente viável, sendo inclusive recomendado o aproveitamento dos seus elementos anteriormente executados, que permanecem intactos no local onde foi inicialmente implantado o corpo da barragem”.

A barragem de Concreto também traz outras vantagens, como o aproveitamento da estrutura remanescente, evitando-se assim sua demolição e danos ambientais para a remoção e destino final; o aproveitamento dos resíduos da parte da estrutura que ruiu como agregado para concreto massa, minimizando o dano ambiental; maior velocidade de execução.”

O secretário afirma que o medo da população local, em relação à reconstrução da barragem, é compreensível, tendo em vista que a grande maioria desconhece o real motivo do seu rompimento. “Se criou uma imagem de ligação entre a construção e a ruptura da barragem, o que segundo o MPF e o MPE não é válida. Camará passou seis meses agonizando, não rompeu da noite para o dia”. Para tranquilizar a população a respeito da obra e conscientizar da sua importância, o secretário propõe que o Governo do Estado realize campanhas de esclarecimento.

Ana Aragão, Assessora de Imprensa da SEMARH