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Projeto Cardume chega à última semana com espetáculos de teatro, dança e circo na Funesc

terça-feira, 19 de janeiro de 2016 - 08:58 - Fotos:  Divulgação

Lançado este mês pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), o projeto Cardume chega à sua terceira e última semana com atrações de teatro, dança e circo para públicos de diferentes faixas etárias. Até domingo (24), serão realizadas oito apresentações, começando nesta quinta-feira (21), quando a Cia. Rataplan de Circo apresenta “Acorda Aurora! A Comédia”, no palco do Teatro Paulo Pontes, às 20h. No mesmo horário e local, a Paralelo Cia. de Dança apresenta na sexta-feira (22) o espetáculo “Lebenswelt”. No sábado (23), o mesmo palco recebe “Festa dos Contos”, com a Cia. de Teatro Encena e “Mercedes”, com a Cia. Galharufas, às 17h e 20h, respectivamente. Já no Teatro Lima Penante, a Cia. Procê Jovem apresenta “Saudade, Meu Remédio é Dançar”, às 20h. Para todas as opções, a entrada custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudante).

Encerrando a primeira temporada do projeto, o domingo (24) tem três apresentações, começando com o Ballet Jovem da Paraíba e o espetáculo “E Se Conversássemos”, às 17h, no Paulo Pontes. O mesmo palco recebe, às 20h, “Clownssicos – Uma Nova Velha História de Amor”, com a Cia. dos Clownssicos. No Lima Penante, reprise de “Saudade, Meu Remédio é Dançar”.

Sobre o projeto – Tomando como base a ideia de coletivo e a perfeita sincronia entre os membros de uma mesma equipe, os peixes que habitam os espelhos d’água do Espaço Cultural José Lins do Rego serviram de inspiração para o nome do projeto de ocupação lançado pela Funesc na primeira semana de janeiro. Intitulada “Cardume”, a ação traz mais de 20 espetáculos de teatro, dança e circo. A abertura aconteceu no dia 7 de janeiro e a programação se estende até o dia 24, com apresentações de quinta a domingo nos teatros Paulo Pontes e Lima Penante.

O projeto nasce da necessidade de ocupar esses locais durante o mês de janeiro, além de oferecer mais uma opção de lazer aos turistas que visitam a capital paraibana durante o período de alta estação. A ideia é proporcionar um ambiente de circulação de espetáculos paraibanos. A curadoria dessa primeira edição fica por conta dos fóruns de teatro, dança e circo, representados por Antônio Deol, Rafaela Lira e Marinalva Rodrigues, respectivamente.

O Cardumeé uma iniciativa da Funesc desenvolvida por meio das coordenações de teatro (Suzy Lopes), dança (Ângela Navarro) e circo (Diocélio Barbosa), áreas envolvidas no projeto. Além de estabelecer uma consistente agenda de programação ao longo do mês de janeiro, o projeto dá acesso ao público em geral ao que está sendo produzido na cena paraibana. Verdadeira vitrine para grupos de artistas paraibanos, o projeto contribui para a formação de público oferecendo atrações de alto nível. 

Sinopses

Acorda, Aurora! A Comédia – A princesa Aurora, atingida por uma praga da bruxa, entra em coma profundo e só pode ser salva com um beijo de um intrépido príncipe. Na estória original, ela é condenada a dormir durante 100 anos, mas uma fada madrinha colaborando até onde pode faz também com que todo o reino adormeça junto. Em Acorda, Aurora! não é bem assim que as coisas acontecem. Quando dois artistas circenses resolvem recontar a fábula de A Bela Adormecida, acabam criando uma nova versão para uma velha estória de amor! Trata-se de uma paródia ao clássico infantil, empregada à linguagem do circo teatro, descobrindo momentos cruciais da estória que são trabalhados de maneira relaxada e engraçada. As piadas utilizadas são velhas como o próprio conto, mas ganham uma roupagem atual.

Grupo: Cia. Rataplan (PB)

Direção: Isaú Firmino | Elenco: Isaú Firmino e Netto Ribeiro

 

Lebenswelt – “Lebenswelt” (do alemão, mundo vivido) é o nome do trabalho concebido no ano de 2014 pela Paralelo Cia de Dança, por ocasião da celebração da primeira década da companhia, através de um trabalho de pesquisa desenvolvido por meio de experimentações em espaço urbanos, designado de “Experimento Pina” (dezembro, 2011) como forma de questionar os padrões intuitivos de criação artística em dança. Ele discute e investiga o que chamamos de “dança de legitimação” através das questões: quais são as nossas referências no discurso corporal e por que o meu corpo não se comunica com o ambiente onde ele está inserido.

Grupo: Paralelo Cia. De Dança

Direção: Joyce Barbosa

 

Festa de Contos – A Cia de Teatro Encena apresenta o espetáculo infantil Festa de Contos. Quando sapos, príncipes, princesas, anão, cigarra, formigas e leões participam desse mundo de sonhos e fantasias. Os atores se desdobram nesses personagens desenvolvendo suas performances e apresentado para a criançada um espetáculo que permeia entre o teatro e a contação de histórias. A adaptação dos contos é de Celly de Freitas, que também assina a encenação. No elenco, Amanda Galvão, Celly de Freitas, Glaydson Gonçalves e Silvana Pequeno contam quatro histórias, sendo três delas dos Irmãos Grimm e a última de La Fontaine com adaptação de Braguinha. A Cia de Teatro Encena há 14 anos vem se dedicando ao teatro, principalmente aos espetáculos infantis, e já tem em seu currículo premiações em festivais e mostras de teatro na capital paraibana.

Grupo: Cia de Teatro Encena

Adaptação e encenação: Celly de Freitas

Elenco: Amanda Galvão, Celly de Freitas, Glaydson Gonçalves e Silvana Pequeno

 

Mercedes – Um nome e uma fantasia ao mesmo tempo. Trata da história de uma militante do partido popular de libertação que luta contra a ditadura militar no Brasil, mas também é a história de uma amante. Utilizando uma linguagem cênica randômica, a Galharufas Companhia de Teatro resolve contar a história dessa mulher que entregou mais do que sua vida à luta armada, e que descobriu na própria pele que poderia lutar contra tudo, menos contra o tempo que é senhor de todas as coisas.

A peça acontece em dois tempos. Desta forma, presente e passado se confundem no mesmo tempo, mostrando que tudo depende de um ponto de vista e tudo é relativo, até mesmo a realidade. Mercedes fala de tempo e de vidas humanas que vão se traçando e entrelaçando. Em uma teia cênica que estimula o espectador a descobrir essa trama que envolve os anos de chumbo, como escreveu Chico Buarque “Um tempo, página infeliz da nossa história, Passagem desbotada na memória das nossas novas gerações”.

Grupo: Galharufas Cia. de Teatro

Direção: Paulo Vieira | Elenco: Suzy Lopes, Nyka Barros, Jorge Felix, Raquel Ferreira, Luã Brito (guitarrista)

Iluminação: Eloy Pessoa

 

Saudade, Meu Remédio é Dançar – O espetáculo e tem como trilha sonora músicas de artistas consagrados nordestinos, contando as histórias, ou melhor, os contos nordestinos, trazendo a literatura de cordel como roteiro para a concepção das coreografias, baseado o roteiro na obra Pavão Misterioso, mas passeando também por outros contos do cordel nordestino.

Grupo: Cia. Procê Jovem

 

E Se Conversássemos – A vida faz de nós reflexo do que somos. O resultado das nossas escolhas lapida a nossa essência e projeta para o mundo uma série de “imagens” que por vezes se perdem de nós, sendo assim, o descaminho das nossas vidas. Encontros, desencontros, idas, vindas, sorrisos, momentos, dramas e relacionamentos são fatores cotidianos nas nossas vidas.

“E se conversássemos?” traz um olhar que permite a troca de informações, olhares e sentimentos vividos através de um jogo corporal que faz uma ligação por meio de uma rede de conversas geradas por corpos que se movimentam, público que passa a viver um pouco do que os corpos traduzem por meio de movimentações que ora se alternam entre a delicadeza de um gesto simples e uma tempestade inesperada em um dia de sol permitindo assim com que os olhares dos bailarinos e do público presente se encontrem nem que seja por um segundo, por uma respiração. O Ballet Jovem da Paraíba traz para a cena um pouco das nossas vivências, dos nossos sentimentos e do nosso íntimo por meio de trabalhos que se completam e se entrelaçam, contribuindo assim para um diálogo aberto, fluido, constante e realista.

Grupo: Ballet Popular da Paraíba

Direção: Denilce Regina e Rodolfo Pereira

Mixagem: Rodolfo Pereira

Iluminação: João Batista

Sonoplastia: Itamira Barbosa

Bailarinos: Heloisa Alves , Denilce Regina, Heloá Vidal, Rodolfo Pereira, Pamella Barbosa, Tâmara Ribeiro, Laysa Silva, Talita Garcia, Beatriz Freire

 

Clownssicos – Uma Nova Velha História de Amor – Espetáculo envolvente, poético, pantomímico e de muito humor. Dois palhaços, Cacatua e Suvelão, se encontram bobos e apaixonados um pelo outro, e no desenrolar das cenas – permeadas por encontros e desencontros – os enamorados manipulam uma escada, que também se torna um protagonista da história e serve de base para a construção do imaginário cênico. É a partir de histórias clássicas do imaginário popular contadas através da lógica do palhaço que surge uma nova velha história de amor entre os dois.

Grupo: Cia dos Clownssicos

Direção: Diocélio Barbosa

Elenco: Daniel Nóbrega (Palhaço Suvelão) e Irla Medeiros (Palhaça Cacatua)

 

 

 

Serviço:

Projeto Cardume –  7 a 24 de janeiro

Teatro – dança –  circo

Ingressos: R$ 10 (inteiro) e R$ 5 (estudante)

 

PROGRAMAÇÃO: 

Quinta, 21

20h – Teatro Paulo Pontes

Acorda, Aurora! A Comédia! – Grupo: Cia. Rataplan (circo)

Sexta, 22

20h – Teatro Paulo Pontes

Lebenswelt – Grupo: Paralelo Cia de Dança (dança)

Sábado, 23

17h – Teatro Paulo Pontes

Festa Dos Contos – Grupo: Cia. de Teatro Encena (teatro)

20h – Teatro Paulo Pontes

Mercedes – Grupo: Galharufas Companhia de Teatro (teatro)

20h – Teatro Lima Penante

Saudade, Meu Remédio é Dançar – Grupo: Cia. Procê Jovem (dança)

Domingo, 24

17h – Teatro Paulo Pontes

E Se Conversássemos – Grupo: Ballet Jovem da Paraíba (dança)

20h – Teatro Paulo Pontes

Clownssicos – Uma Nova Velha História de Amor – Cia. dos Clownssicos (circo)

20h – Teatro Lima Penante

Saudade, Meu Remédio é Dançar – Grupo: Cia. Procê Jovem (dança)