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Programação especial marca Dia Nacional do Braille na Paraíba

segunda-feira, 8 de abril de 2013 - 12:05 - Fotos:  Kleide Teixeira/Secom-PB

O Dia Nacional  do Braille é comemorado nesta segunda-feira (8) pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, Fundação Centro Integrado de  Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) e o jornal A União. A programação começou às 8h com a palestra “Braille, Educação e Cultura no Século XXI”, proferida pela professora da UFPB, Joana Belarmino, reunindo entidades governamentais e pessoas com deficiência visual.

Em vigor desde 2010, 8 de abril foi escolhido como o Dia do Braille em homenagem ao nascimento de José Álvares de Azevedo, o primeiro professor cego brasileiro. Deficiente visual desde o nascimento, ele estudou o método  Braille em Paris. De volta ao Brasil, passou a ensiná-lo e difundi-lo. Por isto, recebeu o título honorífico “Patrono da Educação dos Cegos no Brasil”.

O objetivo é que este dia seja um momento de reflexão e discussão, onde a educação, a empregabilidade e a inclusão social das pessoas cegas e com baixa visão sejam avaliadas e novos rumos sejam apontados, a fim de que a sociedade crie novos mecanismos para favorecer o desenvolvimento intelectual, profissional e social dos deficientes visuais no Brasil.

O jornal A União, em parceria com a Funad e entidades que atendem pessoas com essa deficiência, lançou uma edição especial com matérias sobre a importância do Braille na vida da pessoa cega. O evento é umas das atividades de comemoração pelos 120 de A União. A edição tem quatro páginas em Braille  e foi distribuída em instituições que atendem deficientes visuais.

Braille – O sistema de leitura e escrita para pessoas com deficiência visual foi inventado pelo francês Louis Braille e adotado oficialmente em 1854 no Instituto Real de Jovens Cegos de Paris. Hoje, o método simples e engenhoso elaborado por Braille torna a palavra escrita disponível a milhões de deficientes visuais. O braille é lido da esquerda para a direita, com uma ou ambas as mãos. Cada célula permite 63 combinações de pontos.